Desde que tive o Lucas uma coisa que eu sempre odiei foi ficar em casa. Por sorte aqui não é como no Brasil em que se orientam os pais a manterem os bebês em casa nos primeiros meses (uma amiga no Brasil disse que a pediatra a aconselhou a manter o filho em casa nos 6 primeiros meses!!) e a mãe fica em prisão domiciliar. Aqui é super comum de ver bebês bem pequenos (as vezes de dias) na rua com os pais.
Quando eu cheguei em casa com o Lucas, depois de quase 1 semana no hospital (por conta de uma cesária de emergência bem dolorosa), já estava de saco cheio de ficar confinada. Passei mais 1 semana evitando sair mas quando ele estava com 2-3 semanas já não aguentava mais a prisão domiciliar. Comecei saindo pouco, claro, íamos jantar rapidinho em algum lugar, ou dar um passeio no parque, nada que durasse mais de 2-3 horas. Aos poucos fomos aumentando os passeios, e na altura do primeiro mês do Lucas eu já passava longas horas fora de casa com ele.
Claro que aqui isso é muito mais fácil por conta de toda a estrutura dos bairros. Saio com o mega carrinho do Lucas de trem e acesso tudo quanto é lugar sem problemas. Fora que todo lugar tem banheiros especiais pra pais com trocador e em muitos locais esses banheiros são verdadeiras salas com sofás privativos para amamentação, banheiros adaptados para crianças pequenas, microondas pra esquentar comida dos pequenos, espaço de brincadeira pras crianças maiores enquanto a mãe amamenta o bebê.
Detalhe que quando não tem essa sala especial para pais, o trocador sempre fica no banheiro de deficiente físico, de modo que tanto o pai quanto a mãe podem usar – no Brasil era comum irmos em locais (inclusive grandes shoppings!) onde o trocador ficava no banheiro feminino e o Thiago não podia ir com o Lucas (ele até que gostava de se livrar das fraldas fedorentas. rs Brincadeira, ele odiava e achava um absurdo, assim como eu). E as salas especiais aqui se chama “parents room”, o que engloba a mãe e o pai, e é muito comum ver nesses locais os pais sozinhos com o bebê ou criança pequena trocando fralda – o Thiago mesmo já foi inúmeras vezes sozinho.
Voltando ao assunto do post, eu sempre saí muito com o Lucas e com ele ficando maiorzinho comecei a levar ele em algumas atividades. Ainda estou engatinhando nesse mundo porque ele ainda tem apenas 8 meses, mas alguns dos locais que eu já fui e achei bem legais são:
Aula de música grátis na biblioteca
No meu bairro e outros adjacentes as bibliotecas públicas tem uma sessão semanal de contação de história e música para bebês e crianças de até 2 anos. A do meu bairro é essa aqui, mas procurando na internet eu descobri que tem bairros que tem outras variantes como Rocktime, Bilingual Storytime, Chinese Rhymetime! How coo lis that! Levo o Lucas desde que ele tinha uns 2 meses e claro que no início ele não compreendia nada, mas eu levava mesmo assim porque bebês são como esponjas e sempre absorvem algo (e eu aproveitava pra aprender a letra das canções de ninar em inglês). A partir dos 6 meses, com ele mais atento e sentando, ele passou a realmente curtir, fica super ligado na moça da biblioteca, e até interage rindo, pegando o chocalho que eles sempre dão e sacudindo, e agora começando a querer engatinhar por lá também.
As bibliotecas públicas, por sinal, são um show a parte (já até falei aqui no blog como me impressionou quando chegamos em Sydney), e sempre levo o Lucas lá pra pegarmos livros (decidi que só compro livros em português, e os em inglês eu alugo na biblioteca).
Playgoup
Os playgroup são sensacionais e acho que não existem no Brasil (pelo menos não da forma organizada como existem aqui). Nada mais são do que encontro entre pais (ou avós ou qualquer um que seja o cuidador da criança) e seus bebes/crianças , normalmente semanais e em sua maioria gratuitos ou bem baratinhos. Tem alguns mais estruturados, como o Gymbaroo, que são pagos, mas a maioria custa no máximo uns $2. Duram geralmente 1-2 horas e é uma ótima oportunidade para as crianças brincarem e os pais socializarem. Existem diversos tipos de playgroup, alguns temáticos (só para avós, ou para pais, ou para nacionalidades específicas) outros que só aceitam idades específicas, etc. Nesse site vc pode achar o playgroup mais perto de você que atenda as especificações que vc quiser.
No meu caso eu optei por matricular o Lucas no playgroup da escola Montessori, pra seguir a filosofia que aplicamos em casa e porque com bebês eles ainda não interagem com outros, então um playgroup normal seria mais pra eu socializar do que pro Lucas, enquanto que o da escola Montessori ele tem todo acesso ao método e a brinquedos específicos pra idade dele. Mas quando ele crescer mais um pouco certamente vou começar a levá-lo em algum playgroup do nosso bairro e adjacentes.
Ah, não poderia deixar de falar também do playgroup da comunidade brasileira! A ABCD (Association for Brazilian Bilingual Children) faz um trabalho lindo ajudando os pequenos (e os pais) a manterem contato com a cultura brasileira e o português. Admiro muito o trabalho deles e ainda pretendo me engajar mais, mas por enquanto começamos a frequentar o playgroup perto da nossa casa que acontece aos sábados a cada 15 dias. O Lucas ainda é pequeno pra interagir, claro, mas mesmo assim fiz questão de começar a levar ele pra que ele se familiarize com as músicas em português, e com a comunidade brasileira em geral. Uma pena que o grupo do meu bairro não tem sido muito atuante e sempre vão apenas umas 5 crianças (sendo que o grupo de mães no facebook tem 120 membros!), o Thiago até sugeriu de irmos no de outros bairros pra ver como é, mas acho que os mais atuantes são no norte de Sydney, o que dá quase 1 hora de carro pra gente. Enfim, o site da ABCD é ótimo e tem todas as informações sobre playgroup, aulas de português, dança, biblioteca, etc.
Aula de natação
Aqui é bem popular aula de natação para bebês, dependendo do lugar se pode matricular bebê a partir de 4 meses e normalmente custa em torno de $15 por cada meia hora de aula. Eu e Thiago estávamos doidos pra matricular o Lucas, e ele começou semana passada no clube perto de casa. Sim, eu sei que é inverno e anda fazendo um frio do cão, mas não só a piscina é aquecida como toda a parte interna do clube é aquecida. Então depois da aula o Thiago dá banho nele lá mesmo e dá também o café da manhã. Enquanto meus meninos vão pra piscina eu aproveito pra malhar. :)
Por enquanto essas são basicamente nossas atividades, mas nos últimos dias soube de outras duas para crianças maiores que achei sensacionais:
Little kickers
Aula de futebol pra crianças a partir de 18 meses. As fotos da turma de 18 meses a 2 anos são a coisa mais fofa!
Nippers
Programa de introdução de crianças entre 5 e 13 anos ao programa de salvavidas da praia. Pra quem não sabe aqui os salvavidas são voluntários e patrulham as praias nos fins de semana e feriados. Tudo bem que eu nunca poderia ser salvavidas de praia pois odeio água gelada, mas quem sabe o Lucas que nasceu aqui se interesse no futuro?
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segunda-feira, 27 de julho de 2015
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Ida a biblioteca
Hoje foi o dia de fazer nossa inscrição na biblioteca do nosso bairro (http://www.northsydney.nsw.gov.au/www/html/2036-stanton-library.asp).
Fica a alguns (muitos) quarteirões daqui (sim, eu sou reclamona e ainda não me acostumei com as caminhadas diárias...rs) e é super moderna e organizada, como vcs podem ver nas fotos do site.
Levamos os passaportes e o contrato de locação (pois eles pedem comprovante de residência e ainda não temos nenhuma conta no nosso nome, já que a zebra da atendente da companhia de eletricidade errou nosso nome todo - história pra outro post... rs). Entramos, falamos com o atendente, apresentamos os documentos, preenchemos uma ficha super simples e voilá: nossas carteirinhas foram entregues na hora.
Com a carteirinha somos membros da biblioteca, e temos direito a alugar 30 (sim, 30!!!) itens por vez, limitado a 10 CD's, 10 DVD's, 5 CD-room e 4 livros por assunto. Cada aluguel dá direito a ficar 3 semanas com os itens, podendo renovar por duas vezes pela internet. Se atrasar a devolução, pagamos a fortuna de $0,25 (vinte e cinco centavos) por dia, limitado a $15. Outros serviços da biblioteca:
- entrega em casa para aqueles com dificuldade de locomoção;
- internet gratuita nos computadores de lá ou wireless se vc levar o seu laptop;
- impressão de documentos;
- aparelhos no local para assistir DVD, ouvir música, audiobooks, etc;
- sala de conferência para aluguel;
- sala de estudos;
- coffee shop;
- máquina de cópia e outros mais.
Além disso eles têm diversos eventos para a comunidade, como grupos de livro, de tricô, de jogos, etc.
Prosseguindo: como já tínhamos livros em casa que ainda estamos lendo, dessa vez pegamos só DVD's. O acervo deles é bem fraco para DVD, tem muita velharia. Mas tb, seria pedir demais se eles fossem uma blockbuster, né? rs Acabei escolhendo 4 filmes (nada muito conhecido ou novo) e 1 DVD de seriado (tb sem muitas opções, muita velharia e outros que nunca nem ouvi falar...).
Depois de selecionarmos o que íamos levar, temos 2 opções: ir no balcão pra atendente passar os itens num escaner que lança automaticamente no nosso cartão e nos dá um recibo com a listagem dos itens e o prazo para devolução; ou fazer esse processo nós mesmos numa máquina para auto uso.
Vcs acham que acabou? Nananinanão! Aproveitamos que estávamos lá pra tirar cópia e autenticar uns documentos que vamos levar para o Navitas (que tem um vínculo com a imigração e concede aos imigrantes residentes um serviço de tradução gratuita de alguns documentos). Como vamos traduzir a carteira de motorista, tínhamos que tirar cópia e autenticar o passaporte e a carteira de motorista em si.
Na biblioteca tem uma máquina copiadora. Perguntei a atendente do setor de informações (sim, tudo é organizado e dividido por setores) como fazer e ela disse que era "self service", nós tínhamos que fazer tudo sozinhos. Ok, lá fomos nós. Passamos o cartão da biblioteca, colocamos as moedas correspondentes ao valor das cópias ($0,20 por cópia), ajeitamos os documentos no local indicado e voilá: saíram nossas cópias, sem complicações, tudo na maior facilidade.
E pra autenticar? Vcs acham que aqui tem que ir no cartório, pagar uma grana pro tabelião, etc? Claro que não! Na própria biblioteca fica um "Justice of the Peace" (juiz de paz, na tradução literal, mas com um sentido diferente do Brasil, claro), que é voluntário e faz as autenticações de graça, na hora.
Com isso saímos de lá super impressionados (mais uma vez) com a facilidade das coisas por aqui, tudo de graça, rápido, fácil e muito bem organizado, limpo, e prático. Tão diferente do Brasil... Ainda nos surpreendemos muito com essas pequenas coisas do dia a dia.
Fica a alguns (muitos) quarteirões daqui (sim, eu sou reclamona e ainda não me acostumei com as caminhadas diárias...rs) e é super moderna e organizada, como vcs podem ver nas fotos do site.
Levamos os passaportes e o contrato de locação (pois eles pedem comprovante de residência e ainda não temos nenhuma conta no nosso nome, já que a zebra da atendente da companhia de eletricidade errou nosso nome todo - história pra outro post... rs). Entramos, falamos com o atendente, apresentamos os documentos, preenchemos uma ficha super simples e voilá: nossas carteirinhas foram entregues na hora.
Com a carteirinha somos membros da biblioteca, e temos direito a alugar 30 (sim, 30!!!) itens por vez, limitado a 10 CD's, 10 DVD's, 5 CD-room e 4 livros por assunto. Cada aluguel dá direito a ficar 3 semanas com os itens, podendo renovar por duas vezes pela internet. Se atrasar a devolução, pagamos a fortuna de $0,25 (vinte e cinco centavos) por dia, limitado a $15. Outros serviços da biblioteca:
- entrega em casa para aqueles com dificuldade de locomoção;
- internet gratuita nos computadores de lá ou wireless se vc levar o seu laptop;
- impressão de documentos;
- aparelhos no local para assistir DVD, ouvir música, audiobooks, etc;
- sala de conferência para aluguel;
- sala de estudos;
- coffee shop;
- máquina de cópia e outros mais.
Além disso eles têm diversos eventos para a comunidade, como grupos de livro, de tricô, de jogos, etc.
Prosseguindo: como já tínhamos livros em casa que ainda estamos lendo, dessa vez pegamos só DVD's. O acervo deles é bem fraco para DVD, tem muita velharia. Mas tb, seria pedir demais se eles fossem uma blockbuster, né? rs Acabei escolhendo 4 filmes (nada muito conhecido ou novo) e 1 DVD de seriado (tb sem muitas opções, muita velharia e outros que nunca nem ouvi falar...).
Depois de selecionarmos o que íamos levar, temos 2 opções: ir no balcão pra atendente passar os itens num escaner que lança automaticamente no nosso cartão e nos dá um recibo com a listagem dos itens e o prazo para devolução; ou fazer esse processo nós mesmos numa máquina para auto uso.
Vcs acham que acabou? Nananinanão! Aproveitamos que estávamos lá pra tirar cópia e autenticar uns documentos que vamos levar para o Navitas (que tem um vínculo com a imigração e concede aos imigrantes residentes um serviço de tradução gratuita de alguns documentos). Como vamos traduzir a carteira de motorista, tínhamos que tirar cópia e autenticar o passaporte e a carteira de motorista em si.
Na biblioteca tem uma máquina copiadora. Perguntei a atendente do setor de informações (sim, tudo é organizado e dividido por setores) como fazer e ela disse que era "self service", nós tínhamos que fazer tudo sozinhos. Ok, lá fomos nós. Passamos o cartão da biblioteca, colocamos as moedas correspondentes ao valor das cópias ($0,20 por cópia), ajeitamos os documentos no local indicado e voilá: saíram nossas cópias, sem complicações, tudo na maior facilidade.
E pra autenticar? Vcs acham que aqui tem que ir no cartório, pagar uma grana pro tabelião, etc? Claro que não! Na própria biblioteca fica um "Justice of the Peace" (juiz de paz, na tradução literal, mas com um sentido diferente do Brasil, claro), que é voluntário e faz as autenticações de graça, na hora.
Com isso saímos de lá super impressionados (mais uma vez) com a facilidade das coisas por aqui, tudo de graça, rápido, fácil e muito bem organizado, limpo, e prático. Tão diferente do Brasil... Ainda nos surpreendemos muito com essas pequenas coisas do dia a dia.
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