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quinta-feira, 10 de novembro de 2016

É viável contratar faxineira e babá na Austrália?

Aproveitando a pergunta da Fernanda no outro post, vou comentar como nós fazemos atualmente na questão faxina/babá pra cuidar do Lucas.

Há 3 anos e meio atrás escrevi um post falando sobre limpeza e como eu fazia com a casa.

Agora a situação já é bem diferente. Primeiro que estamos num apto maior, com 2 quartos e 2 banheiros. Segundo que temos o Lucas que não nos deixa muito tempo. Uma coisa que mudou bastante desde que chegamos aqui e, principalmente, depois de ter filho foi nossa alimentação. Se antes era aceitável comer fast food ou pular refeição, agora com o Lucas temos tentado cada vez mais dar o exemplo e manter uma alimentação saudável. Eu nunca fui muito fa de comida de restaurante, uma vez por semana ok mas todo dia eu não curto. Acho salgada, gordurosa e prefiro mesmo o temperinho caseiro e a garantia de saber exatamente o que tem no meu prato. Quando o Lucas começou a comer comida, era bem simples por ser papinha (apesar de eu nunca ter feito papinha daquelas batidas, mas eu amassava e intercalava com frutas e legumes inteiros pra ele comer com a mão). Só que com 10 meses o Mr. Independencia resolveu que não queria mais aquela comida insossa e só aceitava comer o que a gente comia. Aí tive que cada vez mais me policiar pra manter uma alimentação saudável (tá, admito, ainda sou viciada em chocolate, mas agora só como quando estou no trabalho ou quando o Lucas tá dormindo). Com isso passamos a cozinhar cada vez mais. Ano passado comprei uma Thermomix que facilitou muuuiiitooo a minha vida. Primeiro porque passei a conseguir cozinhar com o Lucas no colo, segundo porque ela faz refeições completas de uma vez e em tempo record, além de cortar, sovar, triturar, cozinhar no vapor, etc etc etc. Atualmente uso ela pra mil e uma coisas e não tem um dia que eu não a ligue. Nossa rotina costuma ser assim: sábado ou domingo cozinho um cardápio pros próximos 3 dias, congelo excessos, faço comidas extras pro Lucas pra ter sempre no freezer (tipo muffin de legume, mini sufles, bolinhos sem açúcar, biscoitos de banana e aveia, etc). Nisso perdemos umas 3-4 horas, isso graças a ajuda da Thermomix. Na terça ou quarta a noite faço outro cardápio pro resto da semana e congelo o excesso. Esse cardápio é só pros nossos almoços e pro almoço e jantar do Lucas. No resto da semana faço eventualmente risoto/sopa pro jantar, pães e massa de pizza (já que esses itens não compro mais industrializado, faço apenas em casa). Todo dia de manhã faço ainda um green smothie pra toda a família, que se eu deixar o Lucas toma o meu todo. haha O que eu sou viciada em chocolate essa criança é em fruta, nunca vi!
Minha amada Thermomix:
 

Com toda essa atividade na cozinha, tenho que comprar legumes/frutas pelo menos 1 vez por semana, e de 15-15 dias fazemos compras no mercado. Com isso não sobra muito tempo para faxinar a casa, já que agora cada vez mais temos prezado descansar depois que o Lucas dorme e passear em família no fim de semana. Nos dias que eu fico sozinha com o Lucas eu normalmente lavo a roupa e dependendo do bom humor dele (e do grau de cooperação que ele está disposto a me dar) faço mais alguma coisa da casa. Se nós ainda fossemos fazer faxina pesada na casa íamos perder pelo menos metade do sábado ou do domingo, coisa que não estamos dispostos a fazer. Então a solução foi contratarmos alguém para fazer a limpeza pesada. Aqui essa pessoa se chama cleaner e cobra em média 25-30 por hora. Como sai caro, nós preferimos chamar alguém apenas uma vez por mês e no resto do mês nós fazemos a manutenção. Manutenção essa que inclui limpar a bancada da cozinha todo dia após usar, limpar a pia do banheiro no fim do dia, passar aspirador toda semana. Só que estávamos cada vez mais preguiçosos pra passar o aspirador, então acabamos comprando um aspirador robô que limpa a casa sozinho. Agora quando saímos de casa ou vamos dormir o Thiago liga nosso ajudante e ele vai limpando a casa sozinho. Como amo a tecnologia!
Nossa recente aquisicao - iRobot
 
Muita gente pensa que ter uma faxineira na Austrália é coisa de gente rica, mas não é! Eu sempre digo que é coisa de família com filho pequeno, porque a vida fica uma loucura e não dá tempo mesmo de fazer faxina pesada. Claro que é caro, mas nada estratosférico, ainda mais levando-se em conta que a faxina aqui é diferente do Brasil. As principais diferenças são:
 
- num apartamento de 2 quartos a faxina não costuma demorar mais do que 3 horas (a não ser que a casa seja muito suja ou bagunçada). Isso dá no máximo $75-90, valor bem razoável de se pagar 1x por mês ou a cada 15 dias.
 
- ainda que a cleaner seja brasileira e limpe mais detalhadamente, não é o padrão limpeza do Brasil. Em 3 horas de faxina não dá tempo de limpar todas as janelas minuciosamente, as persianas, dentro do forno, limpar com cotonete o rodapé (juro que conheço gente que faz isso semanalmente no Brasil!) nem tirar a sujeira que se acumula nos trilhos do armário de correr. Faxina do estilo TOC de ser só uma vez a cada eclipse lunar.

- como os cleaners cobram por hora, quanto mais bagunçada e suja a casa estiver, mais vc vai pagar pela limpeza. Então esqueça aquela mania de brasileiro de deixar a louça acumular a semana inteira pra empregada lavar, deixar roupa e tranqueira espalhada pela casa. Aqui as pessoas arrumam a casa no dia anterior a faxina, até porque muitas cleaners só limpam o que está a vista então se estiver com tralha espalhada no chão/mesa/móvel elas limpam em volta.

- apesar de a maioria dos cleaners serem mulheres, existem muitos homens nessa profissão. Principalmente se for cleaner de escritório e de obra. Quando eu me mudei de um dos meus aptos, contratei um cleaner indicado pela imobiliária para fazer o end-of-lease cleaning (http://awaywego-rumoaaustralia.blogspot.com.au/2013/09/end-of-lease-cleaning-ou-bond-cleaning.html) e era um senhor colombiano super gente boa. Fui na casa dele depois pra pagá-lo e ele morava no mesmo bairro que eu, numa casa própria com carro próprio igual ou até melhor que o meu.


E como contratar um cleaner? Existem várias empresas que fazem o serviço, inclusive empresas fundadas por brasileiros. Normalmente as empresas com cleaner asiáticas são conhecidas por serem mais rápidas na limpeza (elas fazem uma casa inteira em 40 minutos, porque normalmente vão 2-3 cleaners ao mesmo tempo, limpam bem superficialmente e cobram mais caro também pela hora) e as cleaner brasileiras são conhecidas por fazer uma limpeza mais profunda. A maioria dos brasileiros que moram aqui contratam cleaner por indicação de amigos ou anunciam nos grupos de brasileiros do facebook que estão precisando de cleaner (os principais grupos que eu participo são: “Brasileiras em Sydney”, “Papo Calcinha em Sydney”, “Maes Brasileiras em Sydney” e “Maes Brasileiras na Austrália”. Sim, são todos só de mulheres e o que não é só de mulheres – “Brasileiros em Sydney” – é de uma baixaria tão grande que eu desisti de participar). Eu anunciei num desses grupos e em algumas horas recebi dezenas de mensagens de meninas oferecendo o serviço! É um trabalho muito procurado por estudantes internacionais, primeiro pela flexibilidade de horário segundo por ser um trabalho que não exige fluência em inglês. Pra quem chega aqui sem falar nada de inglês é o trabalho ideal.

Eu escolhi uma das meninas que me escreveu mais no feeling, porque não exigi experiencia nem nada, e foi a melhor escolha que fiz! Ela é um amor de pessoa e sensacional com crianças, tanto que se tornou babá do Lucas também quando queremos sair eu e Thiago sozinhos no fim de semana. Pra vcs terem ideia de como ela é maravilhosa, indiquei pra várias amigas e em pouco tempo ela está com a agenda lotada de trabalhos como babá (cleaner ela nem tem mais tempo de fazer). Agora eu peno pra conseguir marcar com ela pra ir lá em casa porque ela tá sempre com a agenda lotada! Me ferrei… haha Brincadeira, falo pra ela que fico super feliz de ver que ela está colhendo os frutos do trabalho excelente que faz e de ser uma pessoa maravilhosa e de excelente coração.

Lembrando que aqui o cleaner é um trabalho valorizado como qualquer outro, não tem a carga negativa de “subemprego” que infelizmente se dá no Brasil. Fora que se vc chama alguém pra fazer faxina na sua casa, é apenas para fazer faxina. Se vc quer que tome conta do seu filho, vc paga por fora pelo serviço de babá. Se vc quer que passe roupa, vc paga por fora por esse serviço. Se vc quer alguém que faca comida, idem. E por aí vai. O termo “empregada” (em inglês “maid” ou “housemaid”) é considerado super pejorativo aqui e ninguém utiliza. Se vc quer alguém pra limpar sua casa vc contrata um cleaner. Pra levar o cachorro para passear, um dog walker. Pra cuidar do seu filho, uma babysitter ou nanny. Pra fazer outros trabalhos leves de casa (light housework), uma housekeeper.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Mudança de apartamento

Post vapt vupt só pra não deixar o blog parado. Como já comentei, nos mudamos no último sábado e com isso minha vida anda meio corrida.

Felizmente correu tudo bem com a mudança, muito melhor do que eu esperava. O cara que contratei fez a mudança direitinho, o cleaner (um colombiano suuupppeeerr gente boa, quando fomos entregar as chaves na casa dele, só faltou ele nos convidar pra entrar e tomar um cafezinho. rs) deixou a casa antiga um brinco e nos garantiu o bond de volta sem traumas (confesso que suei frio na inspection final, fiquei com medo dela reclamar de algumas manchinhas aqui e acola), a moça da imobiliária que cuida do nosso novo apto é um amor (um exemplo: mandei um email pra ela semana passada dizendo que tinha agendado a conexão da luz no novo apto pra sexta-feira, um dia antes da mudança – já que eu mudaria no sábado e precisava de luz no fim de semana –, e a companhia de luz tinha pedido para que o interruptor geral do apto estivesse desligado. Não é que em menos de 1 hora ela me responde o email dizendo que tinha ido no apto – que fica a 2 quadras da imobiliária – e desligado o interruptor geral pra mim? Uma fofa, super atenciosa).

A única dor de cabeça está sendo a transferência da internet (de novo! saga anterior aqui e aqui), ontem liguei pra TPG soltando os cachorros, p* da vida (vcs tem idéia de como é difícil reclamar, xingar, etc, em inglês??? Outro dia eu tava vendo um vídeo com o Fabio Porchat no Youtube e ele fala disso, que vc quer dizer mil coisas e no final mal sai uma frase inteligível... haha), mas a moça que me atendeu foi tão, mas tão simpática, que no final estava até batendo papo furado com ela e rindo (depois de mais de 1 hora pendurada no telefone, a historia dava ate um post). Todo operador de telemarketing tinha que ser assim, pena que não anotei o nome dela (acho que ela era indiana, e os nomes são sempre complexos demais pra eu entender... rs) pra fazer um elogio formal pra empresa. Enfim, mesmo com a boa vontade dela o problema não foi resolvido ainda...

Outro “problema” da mudança é que esse apto é bem maior que o anterior e com isso nossos móveis ficaram “voando” na sala. E claro que eu, com o devido incentivo do Thiago (que é um consumista mor!), estou numa saga pra decorar o novo espaço. Como não quero gastar mais dinheiro, aderi a onda do DIY (do it yourself, o nosso famoso faça você mesmo). Estou com mil idéias (washi tape, papel contact, tinta spray), só falta tempo de colocá-las em prática... Com isso meus dias estão uma loucura, todo o tempo livre estamos rodando lojas, pesquisando material, vendo tutoriais na internet.

Aos poucos quando formos montando/pintando/decorando coisas novas venho aqui contar e explicar a saga de conseguir achar materiais em inglês e as respectivas lojas que os vendam.

domingo, 1 de setembro de 2013

End-of-lease cleaning (ou bond cleaning)

Como eu comentei no outro post, estamos envolvidos com a mudança de apartamento, que ocorrerá no próximo sábado.

Uma das coisas que me preocupa é deixar o apartamento bonitinho pra vistoria final, pra que não nos cobrem nada. Quando enviei pra imobiliária o aviso prévio de que iríamos nos mudar, eles enviaram uma carta com o valor remanescente de aluguel devido (pro rata ao dia da mudança) + um documento com a lista de coisas que tinham que ser limpas no apartamento.

A princípio tínhamos pensado em nós mesmos fazer a limpeza quando sairmos, mas depois de ver a gigantesca lista abaixo mudei de idéia.



Já ouvi histórias de gente que fez a limpeza por conta própria, teve um trabalhão, e no final mesmo assim a imobiliária achou uma besteira pra reclamar e descontar $200/$300 do bond pra contratar uma limpeza profissional. Pra não correr esse risco (e porque no way que eu vou ficar limpando no meio da persiana, o trilho do armário de correr minuciosamente, as paredes, etc) resolvemos contratar uma empresa de limpeza.

O negócio é tão comum por aqui que existe um serviço específico chamado “end-of-lease cleaning”, ou “bond cleaning”. Cotei com umas 5 empresas que achei na internet, e o valor pra um apto de 1 quarto com varanda ficou entre $200 e $300. Valendo ressaltar que isso não inclui a limpeza profissional do carpete, só uma passada de aspirador de pó nele. Muitas pessoas contratam também a limpeza do carpete, e o agente da minha imobiliária até me questionou se eu ia contratar, mas disse a ele que nunca derramamos nada no carpete (somos super cuidadosos), nem andamos de sapato em casa, então eu não via necessidade dessa limpeza mais profunda.

Um fato interessante é que a maioria dessas empresas de limpeza (senão todas) dão uma garantia chamada “bond back guarantee”, que significa que se depois deles limparem a imobiliária reclamar de alguma sujeira, eles voltam no apto e limpam de novo, garantindo que o “bond” será devolvido integralmente pro inquilino.

(um adendo: como eu acho que comentei no outro post, contratar limpeza profissional ao término do contrato não é obrigatório, e é ilegal qualquer cláusula no contrato de aluguel estipulando isso. O que acontece é que as exigências de limpeza são tão minuciosas que muitas vezes as pessoas acabam pagando esse serviço de qualquer forma. Me lembro que quando entramos no nosso atual apto ele estava tinindo de limpo. Só espero que o próximo esteja assim também...)

No final das contas acabei fechando essa limpeza com um cara (colombiano, uma figura por sinal, ficamos conversando em espanhol um tempão) indicado pela própria imobiliária, cujo preço ficou mais ou menos na média dos outros e tem a vantagem de já ser conhecido pela imobiliária e saber as exigências deles.

Fingers crossed pra ver se vai sair tudo direitinho e vão devolver nosso “bond” integralmente...

sábado, 24 de agosto de 2013

Contrato de aluguel (tenancy agreement)

Escrevendo o post anterior me surgiu a ideia desse, pra explicar um pouco como funciona alugar um apto em Sydney.

Acredito que muitas coisas se apliquem pra Austrália em geral, apesar do órgão do governo que vou mencionar mudarem de estado pra estado.

Ainda estou aprendendo e podem ter detalhes/informações que eu não sei, mas vamos ao que eu já sei. Obs: Me refiro a aluguel de apto com imobiliária/proprietário, e não share accommodation ou aluguel de apenas um cômodo. Nesses 2 últimos casos recomendo o Gumtree para buscar o apto, não se esquecendo de SEMPRE pegar ao menos um recibo de todo valor pago e um mínimo de informações por escrito.

Em primeiro lugar, adianto que assinar um contrato de aluguel aqui até certo ponto é bem mais simples que no Brasil, pois os contratos são padronizados pelo governo e as cláusulas variam muito pouco independente da imobiliária/proprietário que vc vai negociar. O departamento de Fair Trading é o responsável por essa regulamentação.

O passo a passo normalmente é assim:

1) Vc pesquisa nos sites de imóveis o apto que deseja (nós usamos o Domain), seleciona por bairro, dá até pra se cadastrar e formar uma lista com sua preferência organizada por preço, data da inspeção, etc. Não é possível alugar um apto sem inspecioná-lo antes, então vc tem que comparecer no dia e local especificado no anúncio (ou enviado a vc pelo agente da imobiliária mediante solicitação). Dependendo do bairro as inspeções podem contar com pouquíssimas pessoas ou uma galera considerável.

O primeiro apto que alugamos era um conjugado e começamos a pesquisar locais na City ou bem perto dela (tipo Surry Hills). Tinha vezes que tinha (sem brincadeira!) mais de 20-30 pessoas pra ver o apto, e depois era um tal de sair todo mundo correndo pra imobiliária pra preencher a aplicação. No Brasil se vc aplica pra um apto vc tem prioridade, aqui não! Eles selecionam a melhor aplicação, mas claro que se vc demorar muito eles podem já ter escolhido outra pessoa (o que acontece muitas vezes em questão de horas). Uma dica pra quem vai alugar o primeiro apto (principalmente se for conjugado/1 quarto e perto da City) é já ir na inspeção com cópia de todos os documentos pra aplicar, o que agiliza o processo.

No anúncio costuma constar, mas quando inspecionar o apto é sempre bom perguntar o que está incluído. Todos os aptos vem com fogão (só varia se a gás ou elétrico), a maioria com dishwasher (apesar de existirem exceções), e muitos vem com dryer (secadora de roupa).

2) Foi na inspeção e gostou? Tem que pedir pro agente que está lá um formulário para preencher (normalmente eles pedem que cada um do casal preencha um formulário diferente, mesmo aplicando juntos, o que eu acho uma imbecilidade e desperdício de papel...). Eu mando tudo por email, o formulário e os documentos, mas pode deixar na imobiliária pessoalmente também.

3) Sua aplicação foi aprovada? É hora de combinar a data de assinatura do contrato e início do tenancy agreement (contrato de aluguel). Como eu disse no início os contratos são padrão, claro vc tem que ler de cabo a rabo, mas dificilmente poderá mudar alguma cláusula.

Os contratos podem ser de 6 meses a 2 anos, sendo o mais comum 12 meses. Nesse um ano tanto vc quanto o proprietário ficam amarrados ao contrato e ao valor do aluguel. Alguns item importantes:


Bond: Aqui não existe a figura do fiador, como no Brasil, todo contrato é assinado mediante o pagamento de um bond (garantia), que corresponde a 4 vezes o valor do aluguel semanal. Esse dinheiro é pago ao proprietário/imobiliária, mas ele tem o dever de depositar o dinheiro junto ao NSW Fair Trading. Quando vc termina o contrato, se não houver nenhum reparo a ser feito no apto, esse dinheiro do bond é devolvido pro inquilino pelo próprio governo (normalmente a imobiliária é quem cuida da papelada, mas se eles não fizerem ou enrolarem, o próprio inquilino pode dar entrada no pedido junto ao NSW Fair Trading).


Premises condition report: é o papel da vistoria inicial do apto, que será usado futuramente pra comparar com o estado em que o apto foi devolvido. Normalmente a imobiliária já tem essa vistoria pronta, te entrega e vc tem 7 dias pra checar e responder dando o ok ou discordando de algum ponto. Eu sou chata e sempre discordo de algo, sempre aponto uma rachadura a mais aqui, uma manchinha ali, pra não correr o risco deles depois quererem colocar isso na minha conta no final do contrato. Ah, e não tem problema algum vc discordar, se for coisa pequena eles nem esquentam; se for maior eles podem querer ir no apto pra checar (o que nunca ocorreu comigo). Esse site tem um ótimo passo a passo e dicas e uma das dicas preciosas é: “The first thing you should do before you sign the lease is read it thoroughly. If there is anything in it which you don’t understand, ask questions.”

No nosso primeiro apto perguntamos mil coisas, ainda mais porque ele era mobiliado e tinha itens que constavam na lista de mobília que nós sequer sabíamos o que significava em português pra checar se estava mesmo no apto. haha


Pagamento do aluguel: outra regra do governo é que seja oferecido ao inquilino ao menos um modo de pgto que não incorra em taxa. Acho que o meio mais fácil é por débito bancário direto, vc pode programar junto ao banco para que os descontos na sua conta sejam semanais. Eu normalmente faço por um dos muitos sites que gerenciam pgtos online, eles cobram uma pequena taxa mas acho mais garantido e eles ainda fornecem o tenancy ledger (que mencionei acima) sem precisar pedir pra imobiliária. Cada imobiliária tem um site que usa, o nosso novo apto será pelo DEFT.


Encerramento do contrato: se o contrato for por prazo determinado e vc quiser encerrar antes sem justa causa (ou seja, sem qualquer quebra do contrato por parte do proprietário), tem que pagar caro por isso. Essa é a regra:

"Breaking your tenancy agreement during the fixed term can be costly. You may have to pay:
• rent until a new tenant takes over or the fixed term period ends, whichever occurs first, and
• a percentage of the advertising costs and the agent's reletting fee (if the landlord uses an agent). For example, if you break the lease 9 months into a 12-month tenancy there is 25% of the lease remaining, so you would expect to pay 25% of these amounts.
If you need to end your agreement early you should give as much notice as you can. The landlord or agent must take all reasonable steps to find a replacement tenant as soon as possible. The more you can do to help, the less you may have to pay. You should make it as easy as possible for the landlord or agent to show the premises to potential new tenants.
If you are concerned that it is taking a long time to find a new tenant, you can check that the landlord or agent is trying to relet the property. Check the agent's website and their list of available rental properties.
The landlord and agent must try to keep your costs to a minimum. For example, if they do anything to make it harder to find a new tenant (such as asking for a higher rent or unreasonably rejecting potential tenants) you may not have to pay the full amount they are asking.
Once the new tenant is found the landlord or agent will request payment for the amount you owe. If you don't pay or if you disagree with the amount, the landlord or agent will usually claim from your bond or apply to the Consumer, Trader and Tenancy Tribunal. Be aware that if you owe more money than the bond your name could be listed on a tenancy database. Such listings can make it difficult to rent again anywhere in Australia.
”

Se o contrato for por prazo determinado e vc quiser sair justo no fim do contrato, ainda assim tem que dar 14 dias de aviso prévio. Se quiser sair depois do período do contrato, quando ele já está vigorando por prazo indeterminado, o aviso prévio tem que ser de 21 dias.


Cláusulas proibitivas no contrato de aluguel: alguns itens são proibidos de constar do tenancy agreement. São eles:

“These are terms which would:
• require the tenant to have the carpet professionally cleaned, or pay the cost of such cleaning, at the end of the tenancy (except as part of a separate arrangement to allow the tenant to keep a pet on the premises)
• require the tenant to take out any form of insurance, such as home contents or public liability insurance
• exempt the landlord, agent or any other person from legal liability for any negligent act or omission
• require the tenant to pay a higher rent, a penalty or some other form of damages if they breach the agreement
• give the tenant a reduced rent or rebate for not breaching the agreement or
• require the tenant to use the services of a particular person or business to carry out their obligations under the agreement, such as a nominated lawn mowing or pool cleaning company
.”

Detalhe que o primeiro item eu já vi exigirem de um amigo, e eu sequer sabia que era ilegal. Também é ilegal cobrarem qualquer taxa pela assinatura do contrato em si ou pela cópia deste que tem que ser entregue ao inquilino.



Basicamente acho que é isso, tem muito mais coisa envolvida, claro. Na dúvida vc pode consultar o departamento de Fair Trading, e o próprio site deles vale a pena a leitura por ser bem completo e ter vários modelos de formulários. Outro site interessante é esse, que foi inclusive onde eu peguei um modelo de aviso prévio. Esse último site tem também informações sobre "share housing".

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Mudança de apartamento (de novo)

Estamos há pouco mais de um ano no nosso apto em Rosebery, um subúrbio perto da City. Só que queríamos mudar para um apto maior, de 2 quartos, pra acomodar melhor eventuais visitas e já ir pensando no bairro que iremos ficar de forma mais definitiva quando decidirmos comprar um apto (o que espero ocorra em alguns poucos anos, jogar o dinheiro do aluguel todo mês no lixo me dá uma tristeza...). O problema é que a área que moramos é mais cara exatamente por ser perto da cidade, e não íamos poder comprar mesmo por ali entao não faz sentido continuar ali de aluguel pagando caro por apenas 1 quarto.

Desde que chegamos em Sydney já pensávamos em ir pro sul, na direção de Cronulla beach. Gosto muito do norte, mas os preços são mais altos; o oeste está fora de cogitação, implicamos mesmo - por ser longe da praia, por ter muitos bairros com prédios velhos, enfim, fora de cogitação.

Começamos a procurar despretensiosamente, já que não temos pressa de nos mudar pois o contrato que temos está vigorando por prazo indeterminado. Só que no ultimo sábado vimos um apto em Sutherland que preenchia todos nossos requisitos (que não eram poucos: fogão a gás, secadora e dishwasher incluídas, prédio com elevador, varanda grande, se possível 2 banheiros, perto da estação de trem, com garagem, ufa!), com um preço bom (vai rolar até uma economia, pois vamos pagar por um 2 quartos menos do que pagamos hoje por 1!), e resolvemos aplicar despretensiosamente.

Não é que a coisa vingou em menos de 24 horas??? Engraçado isso: ano passado quando chegamos em Sydney era um custo alugar apto, ninguém aceitava nossa aplicação, tínhamos que juntar trocentos documentos pra tentar mostrar que éramos solventes (tínhamos $$ pra pagar o aluguel). Já agora, mandei apenas as nossas carteiras de motoristas, pay slip (contra-cheque), conta de luz, tenancy ledger (tipo um comprovante de pgto do aluguel) e eles nem ligaram pra nenhuma das referências que demos!

Enfim, agora vai ser uma correria para fazermos a mudança em exatos 18 dias, fora toda aquela chatice de mudar endereço em mil lugares, coordenar tudo, pedir a transferência da internet, luz, gás (já to antecipando a dor de cabeça que nem da última vez...), empacotar, fazer vistorias, oh my... E pensar que essa já será a 4 mudança em menos de 20 meses! Com o agravante de que agora temos muito mais tralha coisa. Já fico cansada só de pensar...

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Encerrando a saga da conta de gás

Eis que depois de mais de 6 meses de espera, nossa briga com a companhia de gás finalmente se encerra da forma mais inusitada possível.

Recebo uma ligação do ombudsman (órgão externo de ouvidoria que contatamos para resolver a disputa) que se desenvolve assim:

(a título de explicação: depois que estourou essa confusão toda com a Energy Australia, em janeiro desse ano trocamos o provedor pra AGL, que desde então tem mandado as contas direitinhas e com valor correto. Então nossa briga com a Energy Australia se limitava aos 6 meses do ano passado que eles estavam cobrando um valor estratosférico pela conta de gás.)


Ouvidoria: - Senhora, estou ligando para saber se a companhia de gás estornou o dinheiro que eles indevidamente sacaram da sua conta, como prometido.

- Sim, eles estornaram há algumas semanas já.

Ouvidoria: - Então o caso está encerrado, certo?

- Como assim encerrado? O problema não era só o estorno, mas sim a conta de gás que estamos contestando.

Ouvidoria: - Ué, mas eu acabei de receber um email da Energy Australia dizendo que a senhora trocou o provedor de gás para a AGL e não tem mais nenhum vínculo com eles.

- Sim, eu troquei o provedor esse ano, mas ainda assim tem 6 meses de conta do ano passado que eu não paguei e está em disputa.

Ouvidoria: - Vou confirmar com eles e retorno.



2 horas depois:

Ouvidoria: - Senhora, confirmei com a Energy Australia e eles decidiram abonar todo e qualquer débito seu, vc não deve nada a eles com relação a conta de gás.

- Jura??? Então no final eles não vão me cobrar pelo gás nos 6 meses do ano passado? Tudo bem que isso é mais do que justo por todo o transtorno que eles me causaram, mas ainda assim estou surpresa...

Ouvidoria: - Isso mesmo, senhora, foi tudo abonado e sua conta com eles encerrada sem débitos.

- Vc me manda isso por escrito? (uma vez advogada, sempre advogada...rs)

Ouvidoria: - Claro, mandaremos um email com o encerramento do caso junto a ouvidoria, atestando que não existe nenhum débito em aberto para com a Energy Australia.


Voila!

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Limpeza

Nem sei como não escrevi esse post antes, eu que sempre tive TOC fui tão focada nisso. Um dos pontos que mais escuto brasileiros que vem morar na Austrália reclamar falar é sobre o quesito limpeza.

Primeiro de tudo, um parêntesis: somos muito limpinhos no Brasil, até demais pros padrões mundiais eu acho. Claro que ajuda o fato da maioria das pessoas ter empregada/faxineira, poucas são as pessoas de classe média que eu conheço no Brasil que fazem a limpeza pesada (só não digo nenhuma pois uma tia do Thiago que tem TOC passa dias fazendo faxina...).

Segundo parêntesis: quando conheci o Thiago, eu realmente tinha TOC com limpeza! Não podia nem sentar na cama quando chegava em casa sem tomar banho e trocar a roupa antes, só pra vcs terem uma idéia. Dentre uma das muitas coisas que o Thiago me ensinou foi a ser mais porquinha menos neurótica com isso.

No Brasil tínhamos uma faxineira de 15 em 15 dias (ou será que era semanalmente? Já nem me lembro mais...) que fazia o trabalho pesado, e nós apenas dávamos uma arrumação básica, lavávamos a louça, varríamos quando ficava muito sujo.

Ao se mudar pra Austrália, quanta diferença! Primeiro que quase ninguém tem faxineira, pelo simples motivo de que custa muito caro, no mínimo uns $30 a hora, e mesmo assim os cleaners (como se chamam aqui as faxineiras e profissionais de limpeza de uma forma geral) só fazem a limpeza “de leve”, passam o aspirador, tiram o pó por cima e ponto. Já me disseram que se vc pedir pra passar o aspirador debaixo do sofá, paga mais caro, e assim por diante. Resultado: todo mundo que eu conheço faz sua própria faxina.

Verdade seja dita: os produtos ajudam e muito. Primeiro porque toda casa tem dishwasher (lavadora de pratos), o que parecia um supérfluo no Brasil mas aqui aprendi a amar! Tem também aspirador de pó possante. E secadora, o que facilita a lavagem de roupa, não precisa ficar pendurando em varal, etc. A variedade de produtos no mercado também é maior que no Brasil, apesar de não ser no nível dos EUA, que acho que é bem melhor.

O fato é que os australianos são meio porcos. Quando íamos ver aptos para alugar entrávamos em casa muquifo imundo que nem te conto! Fora nos restaurantes fast food que ninguém joga seu próprio lixo na lixeira, as mesas vivem sujas (não sei como eles se cagam tanto pra comer, rendia uma tese de mestrado...rs), talvez por isso que se vê pombo até dentro das lanchonetes, uma loucura! Mas isso é só nesses itens que eu comentei, diga-se de passagem, as ruas são sempre muito limpas.

Voltando ao assunto: tão logo chegamos aqui nos demos conta que íamos ter que nos acostumar a um novo “padrão de limpeza”. As nossas regras agora são as seguintes:

1) Está fazendo comida, limpa logo a seguir. Caiu coisa no chão? Limpa na hora. Sujar o menos possível ajuda e muito a conservar a casa limpa sem muito trabalho.

2) Tiramos os sapatos ao entrar em casa, pra não ficar espalhando muito a sujeira.

3) Limpeza geral da casa, tipo passar o aspirador, fazemos 1 vez por semana. Isso quando não estamos preguiçosos e pulamos uma semana. rs Como a casa é toda de carpete escuro, não percebemos muito a sujeira. Eu sempre fui maníaca em arrumar a cama, mas desde que li esta matéria na Super Interessante, tenho ficado mais desleixada relaxada.

4) Espanar poeira dos móveis, uma vez por mês ou quando me dá uma louca (sim, sou hiper preguiçosa. Mas também tenho surtos de limpeza razoavelmente freqüentes, principalmente num sábado de manhã que acordo super cedo (no máximo 7, 8 horas), vou pra academia, volto no máximo 10 horas e, como o Thiago ainda não acordou, fico entediada e começo a sessão limpeza. rs).

Antes que alguém se insurja, vale dizer que a casa não fica toda empoeirada não! Impressionante como aqui não acumula poeira, talvez por não ter tanta poluição. O fato é que não acumula, e olha que eu saberia, pois sempre fui super alérgica e tinha rotineiras crises de rinite. Aqui nunca tive e mal dou um espirro.

5) Limpar vidros, fazer uma limpeza mais pesada das varandas, só quando está muito sujo ou quando acordo meio louca (tipo, várias vezes, como dito acima).

6) Limpar banheiro é a especialidade do Thiago, ele faz uma limpeza pesada uma vez por mês e no resto vamos mantendo pequenas limpezas de vez em quando. É aquela história: manter limpo é a melhor saída. A banheira limpo durante o banho, a pia depois de escovar os dentes, e por aí vai. Pequenas coisas que nunca fizemos no Brasil por saber que em alguns dias a faxineira iria lá, aqui virou hábito quase automático.

7) A cozinha normalmente não fazemos limpeza pesada, primeiro por ser pequena e integrada com a sala, quando passamos aspirador na sala passamos na cozinha junto. E fogão, pia e bancada da cozinha limpamos sempre que cozinhamos, então está sempre limpinho.

8) Passar roupa é um dos piores itens (outro que a faxineira fazia no Brasil...). Por absoluta preguiça a regra aqui é: passamos as roupas sociais e só; camisa de algodão, calça jeans, lençol (não sei se é todo mundo, mas até lençol e calça jeans eu passava no Brasil), nada disso mais passamos. Com as minhas roupas não aparece muito, mas as camisas de algodão do Thiago sempre que ele veste digo que ele parece que foi mastigado e cuspido. haha Estamos nem aí, fica por isso mesmo.

Resumo: quem tem TOC mania de limpeza deve estar chocado com esse relato, mas a nossa casa não é suja não, tá? Muito pelo contrário, está sempre limpinha, sem bagunça, cada coisa no seu lugar. Só não temos disposição pra ficar maníacos por limpeza, até porque o pouco que fazemos já consome horas toda semana, fazer mais que isso seria inviável, a não ser que vivêssemos pra isso, o que de modo algum é a nossa filosofia.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Jardinagem

Eu e Thiago nunca fomos de nos interessar por jardinagem (tá, confesso que eu nunca curti isso, nunca tive paciência pra cuidar de planta ou animal de estimação... rs), mas quando nos mudamos pro nosso apartamento atual, a vasta varanda pedia uma decoração.

Nós que nunca tivemos um apartamento com varanda, nos empolgamos na decoração: banco de madeira, mesa, churrasqueira (achada no lixo, believe it or not, mas em perfeito estado – veio até com um saco de carvão dentro!), guarda-sol (bate sol a manhã toda) e, claro, os vasos de planta.

Aliás, os vasos também achamos na lixeira do condomínio – dois grandes vasos, um quadrado e outro retangular. Pena que esses não vieram com sementes, terra, adubo... rs

(parênteses: não sei se já falei aqui, mas na Austrália muita coisa se reaproveita. É comum as pessoas colocarem na lixeira – ou na calcada mesmo, nos dias de coleta pré-estipulados pela prefeitura – coisas novas, já que móveis e até eletrônicos são relativamente baratos, então muitas vezes não faz sentido revender. No inicio o Thiago era o perfeito gari: cada dia chegava com uma aquisição nova. Foi televisão (de 29 polegadas e em ótimo estado!), aquecedor portátil (que nos salvou no inverno até comprarmos um maior), varal de roupas, churrasqueira, vasos de plantas, moedor de café. Depois de um tempo ele deu uma parada na reciclagem, até porque pra quem chegou só com 6 malas grandes já adquirimos tralha considerável em um ano. Antes carregávamos tudo a pé, mas agora com o carro fica mais fácil ir garimpar em bairros mais ricos, então tá chegando a hora de trocar nossas aquisições por outras mais modernas, a TV por outra de LCD, a churrasqueira por outra maior... haha)

Com todas as tranqueiras móveis que compramos pra varanda e graças ao meu digníssimo marido que apesar de ser arquiteto quando se trata de gastar esquece de suas habilidades e não mede a varanda antes (mesmo me garantindo que fez e está tudo sob controle, os móveis vão caber perfeitamente), a arrumação ficou meio, digamos, apertada, e acabamos tendo que mudar um dos vasos pra varanda do quarto (menor em tamanho, mas serviu a seu propósito).

Com isso agora temos duas pequenas hortas que, graças ao trabalho árduo do Thiago (e, não, não estou sendo sarcástica, ele realmente tem dom pra coisa, ainda que meio no instinto pois como todo bom homem ele se recusa a ler e pesquisar sobre o assunto), tem crescido lindamente.
Pena que as plantinhas são meio sazonais, os lindos girassóis que nasceram num dos vasos (foto abaixo) já morreram graças ao vento maldito (juro, parece que tem um tornado morando permanentemente em cima de Sydney, ô cidade pra ventar!) e agora estamos numa nova tentativa com varas de bambu pra ver se ajudamos a sustentação dos pobrezinhos.

Na varanda do quarto, nasceram lindas gérberas coloridas (foto abaixo), mas que também foram maltratadas pelo sol insistente que fez em março.

A última surpresa que tivemos foram os temperos que nasceram e já foram devidamente aproveitados no almoço da semana passada. ;-)

Aí me empolguei e comprei até um vasinho de tempero (nunca sei o nome deles, e sim, sou um caso perdido na cozinha – outro ponto pro Thiago!) que me surpreendeu recentemente com uma florzinha brotando! Fofa!

Até que eu to gostando dessa história de horta! Desde que não caiba a mim cuidar... rs





terça-feira, 3 de julho de 2012

Internet - a saga continua

Mudança devidamente feita no último sábado, estamos curtindo a casinha nova. O duro é arrumar tempo pra ir nas lojas comprar o que falta de decoração, com meus trabalhos dobrados e o cansaço se acumulando. Mas se tudo correr bem amanhã tenho um dia de folga e conseguimos ir na IKEA ver decoração.

Estou mega feliz com o nosso cantinho, e acredito que o Thiago também. O único senão continua sendo a internet...

Semana passada a Telstra ficou de vir aqui instalar a linha telefônica, o que eu já achei desnecessário pois conectamos o telefone e tem sinal, pra que o técnico precisa vir aqui, não bastava habilitar a nossa conta???

Enfim, marcaram na terça passada, de 8 ao meio-dia. O Thiago ficou aqui a manhã toda e nada. Quando chego do trabalho a noite, ligo pra Telstra. Segue o diálogo:

Eu: - Good evening, I would like to know why the technician didn't go to my house today, as scheduled, to install the telephone line.

Atendente: - Hold on, Ma'm, I will check with the person responsable.

(quase 10 minutos depois)

Atendente: - Ma'm, we apologyse, but the technician didn't go to your place because it was rainning.

Eu: - Are you kiddding me?????????

Atendente: - Is it rainning today there? (ela não deve ficar em Sydney)

Eu: - Well, yeah, but it was not a storm, only a light rain.

Atendente: Since the technician deals with cable and eletricity, he can't work in the rain. (?!?!?!?!?!?!) We are gonna have to reschedule for the 4th of July (8 dias depois da ligação e quase 2 semanas da contratação do serviço).

Eu: - Are you kiddding me?????????

Atendente: - I am sorry, but we have too many work in your area. Is that ok for you?

Eu: - Do I have a choice??????



Resultado: nada de internet, mesmo estando pagando pelo serviço. O novo agendamento está marcado pra amanhã, mas só acredito vendo.

Detalhe: desde quando estar chuviscando é desculpa pra não instalar telefone??? Fora que os cabos ficam dentro do meu apartamento e do prédio, não na chuva. E mais: uma amiga na mesma rua teve seu telefone instalado pela mesma empresa no mesmo dia! Tô começando a achar que é pessoal... rs

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Compra dos móveis e transferência de serviços

Alugado o imóvel, começou a saga pra mudança. Como tínhamos medo de dar o aviso prévio no apto que estamos sem ter outro certo, agora estamos de novo pagando 2 lugares. Sei que parece loucura, e pode ser que essa seja a última vez que façamos isso, mas eu não ia conseguir dormir tranquila tendo prazo pra me mudar e sem nada certo. Fora que no final foi bom pra termos tempo de fazer a mudança, comprar os móveis, transferir tudo, etc.

Vamos ao que interessa: o apto é fofo, 1 quarto (e não dois como queríamos pra receber visitas), mas te um espaço considerável e dá pra acomodar futuras visitas na sala tranquilamente. Tem uma varandinha no quarto e uma grande na sala, espaço para lavanderia interna (máquina de lavar, tanque e secadora), armário embutido no quarto e piscina na área comum do prédio, além de vaga na garagem.

Estamos programando comprar só as coisas básicas, depois vamos arrumando ele aos poucos pra não gastar tudo de uma vez. Mas confesso que é muito difícil, já faz 1 ano que estamos sem uma casa pra chamar de nossa, estamos sedentos por ter nosso cantinho. :-)

Na última sexta passamos o dia na IKEA (http://www.ikea.com/au/en/), uma mega loja de móveis daqui, do estilo da Tok Stok, mas bem mais barata. Pra se ter uma idéia, compramos todos os móveis grandes de quarto e sala (cama, colchão, gaveteiro de roupas pro quarto, rack da TV pra sala, grande estante da sala, mesa de jantar, uma mesinha pra impressora, edredom, capa de edredom e colchão, travesseiros, lixeiras, e outras miudezas) e gastamos no total $1.900 dólares. No Rio só a cama e o colchão custam isso… A mesa de jantar foi uma pechincha: $49!

Depois foi a vez de ir no Good Guys (http://www.thegoodguys.com.au/alexandria/) comprar a geladeira, máquina de lavar (secadora, fogão e máquina de lavar louça já tem no apto), ferro e aspirador de pó (mais necessário que vassoura aqui, já que praticamente o apto todo tem carpete, como tudo aqui).

Por fim, fomos no K-Mart (http://www.kmart.com.au/) comprar as miudezas, como copo, prato, talheres. Isso tb é super barato, pra se ter uma idéia um jogo de prato custa $10! Acabou que pagamos um pouco mais pois quisemos um mais bonitinho, quadrado (adoro pratos quadrados), e com isso o conjunto de 16 peças saiu a $19! Fora uns outros kits pechinchas que eles tem como: 80 peças de cozinha, incluindo panelas, por $49; conjunto de talheres por $10; e muito mais. Tem coisas inacreditavelmente baratas aqui…rs

No bairro onde vamos morar tem muitas lojas de outlet de móveis, quero dar umas andadas por lá (e por Newtown, onde tem muitos antiquários) pra achar umas coisas diferentes, tô cheia de idéias pra uma mesinha de cabeceira colorida e inovadora, por exemplo. Isso é o bom de o Thiago estar sem trabalho e eu só trabalhar a noite: temos muito tempo livre. rs E com o tempo vamos adicionando outras coisas, como decoração, móveis pra varanda, etc. Em Alexandria tem tb um mega outlet de Natal, já tô pensando em comprar um pinheiro pra nossa varanda. :-)

Como eu disse no outro posto, o bairro onde vamos morar é na linha de trem que vai pro aeroporto, um bairro novo com muitos aptos sendo construídos. Ainda não tem tanto comércio, mas até que no nosso quarteirão tem bastante coisa: um grande mercado, cafés, Subway, farmácia, loja de bebida alcoolica (aqui só pode vender em lojas específicas, nada no mercado) e alguns restaurantes. Ainda temos muito o que explorar por lá, mas parece promissor. Estaremos um pouco longe da estação de trem, quer dizer, uns 800 metros, quase a mesma distância que estamos atualmente, só que sem as ladeiras que odeio. rs Com a diferença que tem ponto de ônibus na porta da casa nova, o que se transforma numa opção ao trem.

Voltando as compras dos móveis: apesar da semelhança, comprar na IKEA é muito mais cansativo que na Tok Stok! haha Primeiro porque o lugar é imenso, uns 2 ou 3 andares gigantescos, tem até caminho no chão indicando a direção. Aí ficam os ambientes montados e com preço, tipo na Tok Stok. Vc escolhe o que quer, anota o código e localização do estoque e segue em frente. Quando termina, tem uma parte com as coisas pequenas, tipo travesseiro, velas, decoração, panelas, etc, vc vai pegando e colocando num carrinho. Depois chega a parte do estoque, vc mesmo vai lá com a indicação que anotou e pega os seus móveis, desmontados, claro. Coloca num outro carrinho maior, tipo de mudança mesmo. Isso inclui a cama e o colchão que compramos e todas as armações! Imagina o peso… Alguns são tão pesados, como a estante da sala, que vem em 2 partes pra carregar.

Finalmente, vc vai no caixa, a mulher escaneia tudo no carrinho mesmo, pois nem dá pra ficar tirando, vc sai dali e leva embora no seu carro. Detalhe 1: não tem nem sacola, se vc quiser carregar miudezas tem que pagar uma sacola deles ou levar uma de casa. Detalhe 2: como não temos carro, claro que não temos como levar nada, nem miudezas, pois a loja é no meio do nada, andamos quase 1 quilômetro até a estação de trem mais próxima. Aí fomos num setor de delivery, pagamos mais $59 pra entrega, que é sempre feita no dia seguinte. Detalhe 3: a entrega é bem mais organizada que no Brasil, eles ligam de manhã pra avisar a hora que vão chegar, e depois 30 minutos antes ligam de novo pra confirmar se vc vai estar em casa. O pequeno porém é que ouvimos dizer que os entregadores não sobem escada! haha Parece que o seguro deles não cobre, então a entrega significa largar tudo na portaria. Levando em conta que nosso apto é no terceiro andar e não tem elevador, imagina o trabalho? Se bem que o cara da loja nos garantiu que até o terceiro andar eles sobem, ficamos na expectativa de ver o que ia dar. No dia da entrega eles chegaram já era noite e debaixo de chuva. Realmente eles subiram pela escada com as caixas, mas só tinha um cara magrinho que parecia que ia morrer a cada lance de escada. haha Resultado: Thiago e um amigo que estava de visita no momento colocaram a mão na massa e ajudaram a subir tudo. Tadinhos, ficaram todo suados e ofegantes, mesmo com o frio que fazia.

O que me preocupava era a geladeira e a máquina no dia seguinte, pois estaríamos sozinhos em casa e não vem desmontado como os móveis. Mas os entregadores do Good Guys eram bem mais fortes e carregaram tudo sozinhos, bem rápido. Só tivemos que desempacotar e colocar no lugar, pois isso eles cobram por fora pra fazer, então fizemos nós mesmos. E até que não foi tão ruim, agora só falta instalar a máquina.

O sofá também foi tranquilo, entregaram já montado e o Thiago não teve maiores trabalhos.

Outro pequeno detalhe: como eu disse, os móveis vêm todos desmontados em mil partes. E advinha? A loja não monta! Quer dizer, até monta, mas tem que pagar (caro). Resultado: compramos as ferramentas (um kit de $40 tem até uma mini furadeira elétrica) e montamos (quer dizer, o Thiago montou...rs) tudo sozinhos. Deu uma trabalheira danada, principalmente a cama, mas em 2 dias ele terminou tudo, praticamente sem incidentes (fora o tampo da mesa que ele estragou sem querer com o parafuso, mas nada que inviabilize o uso ou que me deixe chateada, afinal a mesa foi muito barata, a qualidade não era mesmo das melhores...rs).

Com essa saga dos móveis estamos descobrindo que pra algumas coisas a Austrália ainda parece 3o. mundo...

Falando em 3o. mundo, na última semana me irritei pela primeira vez com serviços aqui. Fui fazer a transferência da internet e já sabia que ia ter que pagar pra TPG (a empresa que provê a nossa internet e telefone) pra essa mudança, ainda mais pq estamos no meio do contrato que fizemos de 6 meses (e no meio do contrato se vc cancelar ou pedir alteração de endereço eles cobram uma taxa). O que eu não contava é que a TPG não pode fazer essa mudança pois o novo apto não tem linha de telefone! Tivemos que contatar a Telstra (tipo a Oi/Telemar daqui) pra instalar a linha, o que em tese custaria $59. Mas o cara de lá nos disse que não tem sequer fio no apto (como isso é possível???) e que por isso custaria $300!!! O que me disseram é que todo inquilino que sai desconecta a linha (pagando por isso, claro), e depois qd outro entra tem que pagar tudo de novo pra conectar! Quer coisa mais absurda??? Fora que mesmo com a linha a TPG não vai mais poder prover o plano que temos, que é internet ilimitada + telefone por $59 mensais, eles só vão prover a internet por esse mesmo preço, e ainda vamos ter que pagar $23 mensais para a Telstra pela linha de telefone.

E nem sugiram que seria melhor cancelar tudo e fazer um plano novo, talvez com outra empresa, pois sairia beeemmm mais caro. Aqui vc não paga só o plano mensal, paga a instalação, a visita do técnico, o modem, taxas mil, um inferno! Aliás pra qualquer desses serviços gerais, que no Brasil é uma pechincha, se paga super caro por aqui. Pra completar, quando liguei pra Telstra pra fazer o cadastro da linha, depois de meia hora a mulher me diz que não pode continuar pois eu não tenho um documento australiano, e eles tem que fazer checagem de crédito (?!?). Eu só poderia fazer o cadastro em uma loja física, levando toda a minha documentação pra provar os tais 100 points que eles exigem pra tudo aqui (vc tem que somar 100 pontos pra provar que é elegível pra contratar um serviço, alugar um apto, etc, e pra isso cada documento conta ponto, como passaporte, carteira do Medicare - plano de saúde do governo -, contrato de aluguel, etc). Agora vc imagina discutir tudo isso no telefone por quase uma hora em inglês! OMG!

No final fui na loja da Telstra e depois de mais de quase 2 horas (entre espera e atendimento) consegui fazer o cadastro, isso porque o cara que me atendeu deu uma forçada na barra e aprovou meu crédito por conta própria, pois o sistema deles havia bloqueado. Ele teve que ficar uma eternidade no telefone com outro setor técnico da empresa pra liberar tudo. Claro que depois de tudo isso não poderia ser tudo num prazo razoável... A instalação da linha será só semana que vem, e só depois da linha estar funcionando podemos pedir pra TPG transferir nossa internet, o que segundo eles demora de 10 a 20 dias. Ou seja, provavelmente vamos nos mudar sem ter internet funcionando, mesmo pagando pelo serviço. Ninguém merece...

Resumindo: nossa trabalheira está só começando pra mudança. rs Fora que depois de tanto gasto não queria ter que pagar mudança, então vamos tentar novamente levar tudo sozinhos (já que não temos móveis, só malas e a impressora basicamente), dessa vez de ônibus e com a vantagem de não fazer baldeação e ter um ponto na porta de casa. Vamos ver se vamos mesmo conseguir. Depois conto como foi.

Anyway, pelo menos estamos felizes e animados de montar nossa casinha. :-)

Mudança de casa

Parece que abandonamos o blog, né? Eu sei, estamos sumido. Em boa parte por culpa do Thiago, que desde que chegamos na Austrália simplesmente ignora o blog! Não entendo essa preguiça toda pra atualizar... E olha que até que tivemos novidades que dariam bons posts.

Bom, mas o de hoje é pra dizer que estamos de mudança. Depois de 4 meses nesse conjugado mobiliado que devia ser temporário e ter terminado há un tempo, finalmente decidimos ir pra um maior e comprar os móveis. O que não foi uma decisão fácil, afinal ainda estamos (muito) longe de estarmos estabilizados financeiramente. Mas decidimos que tínhamos que mudar uma hora ou outra e começar a realmente "viver" nessa cidade, criar nossa "casa".

Começamos a busca por um apê de 2 quartos pra dividir com um casal de amigos, o que ia baratear bastante. Não deu certo e acabamos procurando de 1 quarto mesmo só pra nós. Procuramos por muitos bairros de Sydney, sempre relativamente perto da City, e o melhor custo-benefício foi mesmo na área de Alexandria, um inner-city suburb (como chamam aqui) ao sul da City (e apenas 4 quilômetros de lá). É um bairro em crescimento, me parece, com muitos prédios novos e o comércio ainda em desenvolvimento. Outro ponto bom é que tem trem perto: a estação de Green Square, na linha que vai pro aeroporto e só uma estação depois da Central.

Na verdade procuramos também em outros bairros ali por volta, como Zetland, Rosebery, Mascot, todos bem servidos de transporte de ônibus.

Contrariando as expectativas, dessa vez foi beeemmmm mais fácil conseguir algo que da outra vez que tentamos logo que chegamos. Também, agora temos um histórico de aluguel, comprovante de renda, conta de luz em nosso nome. Praticamente todos os lugares que aplicamos fomos chamados, mas negamos alguns até realmente decidirmos pelo nosso cantinho.

Acabamos ficando em Rosebery, mas bem perto da estação de trem de Green Square. O ponto é ótimo: o prédio tem piscina, fica em cima de um IGA (supermercado), tem alguns cafés, restaurantes e o Subway (que claro que o Thiago já estreou...rs) no quarteirão.

O preço não é realmente barato, mas tem vaga na garagem que pensamos em alugar. E também não tínhamos muito como fugir desse valor, os imóveis aqui em Sydney são os olhos da cara, só baratearia se fossemos procurar mais longe da City. E aí é um problema se locomover... Eu já demoro 1 hora pra chegar nos trabalhos que faço, e se volto tarde da noite as vezes 1:30, contando as esperas de trem e ônibus. Não rola perder ainda mais tempo no dia-a-dia...

Enfim, estamos de casa nova, com contrato de 1 ano, e começou a saga pra comprar os móveis e fazer a mudança. Mas isso fica pra outro post que este já está muito longo.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Dia de mudança

Hoje finalmente terminamos de fazer a mudança para o novo apê. Não quero parecer reclamona, mas foi mega cansativo...

Como se não bastasse trazer 8 malas + impressora e laptop + 2 mochilas de trem (em várias viagens, claro, 4 pra ser mais precisa), e andar pelas ladeiras de North Sydney (nosso novo bairro), ainda tivemos as escadas (sempre elas) pelo caminho. Senão vejamos: 2 andares de escada pra sair do apto que estávamos + as escadas da estação de Stanmore (o bairro que estávamos) + uma super escadaria pra chegar no hall do novo prédio. Hj já estávamos tão cansados (e com as malas mais pesadas) que fizemos um caminho mais longo só pra evitar as escadas da estação de trem de Stanmore...rs

Quando finalmente chegamos com todas as tralhas (ops, malas) no apto novo, foi hora de fazer uma limpeza (eles limpam antes de entrarmos, teoricamente, mas estava bem empoeirado. Como eu ia colocar minhas roupas em gavetas duvidosamente limpas? E o ventilador, que estava um nojo de poeira, acho que ele nunca viu um pano úmido na vida...) e ir no mercado comprar coisas básicas. Em tempo: o mercado mais perto daqui, o Aldi, achamos uma bosta. Bem barato, mas com poucas opções. Vamos ter que começar a explorar outros...

Voltando do mercado foi hora de (finalmente) tirar as coisas das malas e guardar nos seus devidos lugares. Nisso já eram quase 17hs e demos uma parada para ir no Tropfest, mais um festival ao ar livre aqui em Sydney (aliás, toda hora tem esses eventos, acho o máximo). Esse era de filme (vejam em: http://tropfest.com/au/) e estava bem lotado. Acampamos com nosso tapete de picnic e ficamos por mais ou menos uma hora. Só que na correria não conseguimos levar nada pra comer e começou a bater a fome... rs Acabamos decidindo ir embora, pois estávamos mortos de cansaço, paramos na Pizza Hut no caminho e compramos as pizzas ($5 cada uma, tamanho médio, estamos nos especializando nessas bagatelas...rs) pra comermos em casa. Quando chegamos na estação de trem do nosso bairro, advinhem? Começou a chuva! Isso pq estava um sol de rachar o dia todo! O tempo estava tão aberto que tinha decidido não levar guarda-chuva. Por sorte não estava chovendo tão forte, nos molhamos um pouco, mas nada excepcional. No fim foi bom termos saído cedo do festival, pois a chuvinha que começou a cair se transformou num temporal e agora (menos de 2 hrs depois) está desabando o mundo!

Com o dia da mudança acabando, não vejo a hora de descansar meus músculos (em tempo: não sei se é impressão minha, mas tenho jurado que minha perna está mais grossa ultimamente... haha Deve ser o exercício (forçado) que faço diariamente...).

O duro é pensar que em 3 meses acaba nosso contrato e será dia de mudança de novo... Só espero que até lá estejamos os 2 empregados para que possamos ao menos chamar um táxi pra ajudar, pq de trem nunca mais...rs

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Dia de sol

Realmente eu acho que as sextas-feiras têm nos dado sorte. Nas duas semanas que estamos na Austrália, eu começo na segunda mal, deprimida, parece que nada dá certo. E na sexta vem a reviravolta.

Pois foi na última sexta que finalmente conseguimos um apê! Ainda não é o ideal, pois é temporário (contrato de 3 meses), pequeno (um estudio mobiliado, onde mal vão caber nossas malas) e por um preço não tão convidativo. Por outro lado, fica em North Sydney, pertinho da estação de trem, está todo novinho e super bem mobiliado, com todos os utensílios de cozinha, não vamos precisar gastar com nada. E o melhor: teremos uns meses de paz, então vamos poder finalmente procurar emprego com força total.

Um ponto ruim do apê é que tínhamos que assinar o contrato pra ontem, pra não correr o risco de perder. Só que ainda temos até o dia 20 pago neste que estamos... Bom, nada é perfeito, melhor ficar com 2 do que com nenhum e acabar gastando muito mais indo pra um hotel de emergência. Com isso já assinamos o contrato, pegamos as chaves e durante a semana vamos fazer a mudança aos poucos, de trem mesmo pra economizar. haha Vai ser "a" aventura, aja pernas e braços pra carregar as malas nas inúmeras escadas que sempre estão no nosso caminho (ô cidade pra ter escada, nunca vi! não preciso nem pagar academia, faço de graça todos os dias!).

Depois da boa notícia, consegui relaxar e começar a pensar em aproveitar a cidade. Hoje o tempo deu uma trégua e abriu o maior sol. Aproveitamos pra ir no Paddy's Market, um mercado em chinatown que vende frutas, legumes e verduras a preços bem mais em conta. Compramos pouco dessa vez, só umas cebolas ($2 umas 8, enquanto no mercado tínhamos pago $2,50 por duas!), tomates (preço improbitivo no mercado, mas lá foi razoável), milho (tava louca pra comer, mas era tb uma fortuna no mercado, nessa feira foi $0,80. Isso pq eu comprei a unidade pra não pesar muito na sacola, se comprasse 4 saía a $2) e umas folhinhas. Quando estivermos no apê novo com certeza vamos passar lá de novo, dessa vez pra feira mesmo, e começar a cozinhar em casa pra economizar.

De lá fomos no Fair Day, um evento ao ar livre do Mardi Gras. Pra quem não sabe Mardi Gras é um mega evento GLBT que rola em Sydney, tem feira ao ar livre - o Fair Day (com barraquinhas, um palco, brincadeiras, etc), um festival de cinema, um desfile (a parada gay em si) e várias festas. Quem tiver curiosidade, esse é o site do evento: http://www.mardigras.org.au/. O Fair Day foi bem legal, até tiramos umas fotos (vamos ver se o Thiago posta, ultimamente ele tem abandonado este blog...rs), só não aguentamos ficar muito tempo pois era hora do almoço e fazia um calor...

Decidi que o almoço tinha que ser especial pra comemorar o apê. Escolhi ir numa churrascaria brasileira que fica no bairro português chamado Petersham (dizem que é português, mas tem muita coisa brasileira tb). Só que chegando lá o almoço hj era $33 por pessoa! Tudo bem que era tudo liberado, de repente até valia a pena, mas sem emprego sairia muito salgado para nós. Pelo menos vimos que no jantar sai mais em conta, vamos voltar outro dia. Como já estávamos lá, e eu já estava com desejo de comida brasileira, acabamos nnum restaurante português comendo bife com batata portuguesa (muito bom, por sinal). Esse é outro bairro que vamos voltar quando estivermos instalados no apê novo, pra comprar carne com corte brasileiro, feijão preto, farofa, pão de queijo, guaraná. Hummmm!

De lá fomos passear mais, e o Thiago sugeriu irmos a Manly, que fica ao norte de Sydney. Fomos até o centro pegar o ferry e começou o programa de índio. Tava absolutamente lotado! Mainly estava intransitável, eu que já não tinha gostado muito de lá da última vez que fomos dois anos atrás (muito brasileiro, muita garotada, muvuca, tô muito velha pra isso...rs), agora então gostei menos ainda. Pra completar, mal chegamos lá e o tempo virou, começou a chover (ainda bem que já aprendi que não importa o sol que esteja fazendo de manhã, sempre coloco na bolsa um guarda-chuva e um casaquinho leve, pois o tempo sempre muda do nada). Só consegui tomar um sorvete (uma fortuna, por sinal, fico só ouvindo o barulhinho da caixa registradora... haha) e demos meia volta pra pegar o ferry. Advinhem? Mais lotado ainda, todo mundo teve a mesma idéia ao mesmo tempo, tivemos que esperar uns 30 minutos ou mais. E depois de 40 minutos de viagem, o ferry ainda teve problema pra atracar no centro, mais demora... É, domingo está virando mesmo o dia dos programas furados, no que passou tb tentamos fazer um passeio pra um parque ao norte, nos perdemos, quase perdemos o ferry, uma beleza. Ou então o problema não é o domingo, mas os programas que o Thiago escolhe... haha O próximo eu já disse que sou eu quem escolherei, vamos ver se fugimos das furadas.

Amanhã eu só espero que com a boa fase dos últimos dias, não seja a segunda-feira negra. Pensamentos positivos! :-)

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Terminando a primeira semana

Hoje fazem quase 5 dias que chegamos e confesso que está sendo mais difícil do que imaginávamos. É engraçado, pois planejamos tanto, pesquisamos tanto (tá, o Thiago fez a maior parte disso...rs), e quando chegamos aqui parece que recomeçamos do zero. Pra nós que nunca tínhamos morado fora, está sendo um desafio e tanto. Como bem disse nossa nova amiga Andreia, temos "dias sim" e "dias não". Mas eu prefiro acreditar que cada dia é melhor que o anterior e aos poucos vamos levando.

Abre parenteses: na quarta fomos conhecer nossos já conhecidos de internet Andreia, João e Rafaela. Foi uma noite ótima, conduzidos pela Rafaela - que nem parece que acabou de chegar como nós, de tanto que conhecia parecia uma local. ;-)  Fomos num pub em Newtown, e acabamos até participando de um quiz lá! Achávamos que não tínhamos a mínima chance de acertar as respostas, mas não é que fomos bem? Com direito a ser chamados de freaks e ganhar metade dos pontos de uma pergunta ao mostrar minha cicatriz da cirurgia do apêndice do lado oposto do que estava previsto na resposta do gerente do bar... haha

Fecha parenteses.

No momento nosso foco é achar um apê, pois temos só até o dia 20 nesse que estamos (ótimo, por sinal, uma pena ser short term e tão caro...). Ontem começamos a fazer as "inspections" nos apês que nos interessaram. Fomos a 3: o primeiro bem localizado, mas micro (conjugado, ou studio, como chamam por aqui), fora que a moça da imobiliária disse que nos aceitava de cara, o que achamos estranho, já que todo mundo diz que é muito difícil conseguir um apê sem estar empregado. Descartamos. O segundo foi bizarro: no centro, mas ainda menor que o primeiro, estava ocupado por uma moça japonesa com um bebe, uma zorra, e ainda por cima eram dezenas (sim, dezenas) de pessoas na inspection. Descartado. O terceiro foi o que mais gostamos, um conjugado, mas bem dividido, num prédio legal, num bairro legal (apesar de um pouco distante do trem). Entregamos o formulário que já tínhamos preenchido e jogamos nossa cartada de pagar em adiantado os 6 meses de aluguel, pra concorrer melhor com os demais pretendentes (e eram muitos, dezenas mais uma vez). E não é que o corretor nos ligou hj oferecendo seguir com o processo? Isso é um bom sinal, eu acho. Mas começamos a ter dúvidas se vale a pena alugar um conjugado por 6 meses, sem estar mobiliado, vai que daqui a pouco arrumamos um emprego e vamos estar presos ali. Fora que começamos a pensar em alugar um short term apartment ou partir para um share (dividir apto com alguém). Ai, são muitas dúvidas! rs Por isso não demos resposta alguma e seguimos na busca, amanhã vamos ver mais alguns apês e ver no que dá.

A busca por emprego está parada para focarmos no apê. Se bem que o Thiago foi hoje encontrar com um arquiteto que ele tinha mantido contato da outra vez que viemos e, apesar de não haver vaga no escritório dele no momento, ele sugeriu uma consultoria, nada certo, mas pelo menos uma luz no fim do túnel.

Por sua vez, eu fiz hj meu curso de RSA (responsible service of alcohol), necessário para trabalhar em bares e restaurantes. Durou 6 longas horas (boring...) e no final tinha um teste ridículo, com consulta a apostila, e ainda com praticamente todas as respostas dadas previamente pelo instrutor! Brincadeira, melhor seria ter poupado o meu tempo e me dado logo o certificado de cara... haha Mesmo algumas pessoas da turma que mal conseguiam se comunicar em inglês passaram, o que me faz pensar: não é possível que eu não arrume um emprego, tem gente que mal fala inglês e consegue! :-) Sigo também na esperança de arrumar alguma coisa remotamente na minha área, mas acho que vai ser quase impossível sem ao menos fazer um curso por aqui... Bom, mas isso ficará pra depois, tenho aprendido a viver um dia de cada vez.

Esse post ficou muito mais longo do que eu planejava, sorry. Até a próxima.

sábado, 1 de outubro de 2011

Apartamento alugado!!

Ainda não é o nosso apartamento definitivo, mas conforme disse no ultimo post., o preço da diária é igual ou menos que um hotel. Acabamos escolhendo um ape de quarto e sala para termos mais conforto. É claro que no site que eu indiquei tinham diversos apartamentos mais baratos oferecidos por particulares, mas achamos mais seguro pagar mais caro e fechar com um real estate agent.

Fechamos tudo por e-mail e fizemos a reserva por cartão de credito de 100 aud, 30 dias antes de chegarmos   a agencia fará o deposito completo. A agente foi super atenciosa e tirou todas as minhas milhares de duvidas e fez diversos orçamentos de outros apartamentos até nós voltarmos para a primeira opção, hehe.

Enfim agora estamos mais tranqüilos pois sabemos que teremos um teto nas primeiras semanas!

Ai vai o link do "nosso" ape temporario:

http://sydney.gumtree.com.au/c-Unit-House-Real-Estate-short-term-Fully-Furnished-Zoes-Sydney-Retreat-W0QQAdIdZ213188214

Abraço,

Thiago.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

A procura de moradia temporária

Após os primeiros meses de planejamento da nossa saída do Brasil, ficamos um pouco parados em relação as atividades para a viagem já que muita coisa só poderá ser resolvida no último mês. De qualquer forma eu já estou de olho nos preços dos alugueis e principalmente no tipo de moradia que vamos ter nas primeiras semanas...

Fiz algumas pesquisas de hotéis e lodges e cheguei a conclusão que seria muito caro passar as primeiras semanas assim, os quartos mais baratos são micros, não caberia nós e mais 6 malinhas, hehe. Alem disso ficar comendo na rua todo dia sairia muito caro, portanto tentei procurar algum apart. hotel, ou algum hotel que os quartos tivessem uma copa. Achar eu achei mas os preços... Realmente Sydney não é nada barato, principalmente nesta época do ano e quando se esta convertendo pro real.

Bom, após pesquisar muito percebi que a melhor opção de custo beneficio seria alugar um short term apartment. Entrei no Gumtree onde o numero de ofertas para este tipo de aluguel é grande, tem desde gente alugando a casa enquanto sai de ferias até imobiliárias com apartamentos de temporada, e procurei apartamentos anunciados por imobiliárias já que seria mais garantido fazer uma reserva. Acabei achando um   studio bem pequeno, mas super em conta e bem localizado.

Estamos agora tentando fazer a reserva com a imobiliária, tomar que pelo menos as primeiras semanas nós consigamos ficar abrigados. Depois que chegarmos em Sydney será a hora de procurar o apê definitivo, e aí o buraco é mais embaixo... hehe

Mas isso é estória pra depois....

Mandarei notícias quando souber de mais detalhes. Abraço!