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quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Viajando pela Austrália - resort em Sunshine Coast


Hoje me dei conta que não falamos tanto das viagens que fizemos pela Austrália. Lá no início do blog postamos sobre as cidades que visitamos quando viemos antes mesmo do nosso visto sair (Melbourne, Sydney, Brisbane e Perth). Escrevi sobre nossa viagem a Barreira de Corais (aqui e aqui) , sobre a viagem pra Fiji (tá, nem é dentro da Australia, mas é como se fosse o quintal dos australianos. rs Post aqui) , sobre algumas cidades ao redor de Sydney como Port Stephens, Ulladula, Jervis Bay (post aqui), sobre Blue Mountains (post aqui), mas tem muitas outras viagens que acabaram passando batido, principalmente depois que o Lucas nasceu e o tempo ficou escasso para escrever no blog.
 
Teve nossa viagem a Gold Coast/Brisbane quando o Lucas tinha apenas 4 meses, teve outra viagem a Barreira de Corais mas dessa vez ficando hospedados em Palm Cove ao invés de Cairns, teve nova viagem a Gold Coast no início desse ano quando o Lucas tinha quase 2 anos e meio (dessa vez pra ficar num resort), e finalmente teve nossa última viagem há algumas semanas pra um resort Sunshine Coast no estilo baby moon, pra aproveitar nossa última viagem só os 3 antes do bb nascer. E é sobre essa última que vou falar nesse post.
 
Quando eu estava planejando a viagem de baby moon, tinha algumas exigências:
 
- ficar apenas no resort sem nos locomover muito porque o foco era relaxar e não fazer turismo;
- tinha que ter praia, óbvio, porque detesto o frio (aliás, verãooooo, cade vc que não chega em Sydney esse ano??);
- tinha que ter atividade pro Lucas mas sem ser muito exagerado, tipo, eu não queria aqueles resorts como o Sea World que tem um parque aquático imenso que o Lucas certamente ia querer ir non-stop e nós íamos ter que ficar correndo atrás dele como doidos (quer dizer, nós não, né, o Thiago, porque eu mesma não estou mais dando conta de muita coisa com esse barrigão);
- tinha que ser dentro da Austrália porque eu morro de medo de viajar pro exterior já tão avançada na gravidez (estava com 30 semanas), e também perto o suficiente pra viagem de avião não durar mais de 2hrs porque estou muito desconfortável pra encarar voos longos;
- tinha que ter kids club pro Lucas porque queríamos umas horinhas só de adulto, o que não é tão fácil porque ele ainda não completou 3 anos e a maioria dos resorts com kids club são pra maiores de 3-4 anos.
 
Depois de muito pesquisar, cheguei numa lista de 4 resorts e ao final o escolhido foi o Novotel Twin Waters Resortem Sunshine Coast. Fiz o booking pelo site do Expedia (como sempre faço, adoro o serviço deles!), fechando um pacote de 5 dias e 4 noites no resort + passagens aéreas (o Lucas agora já paga inteira, infelizmente) + transfer do aeroporto pro resort por $1.500. Achei bem razoável, só ressalto que esse valor não incluía alimentação, e como optamos por não alugar carro e ficar apenas no resort, limitamos muito as opções de comida e no final acabamos gastando quase mais $1.000 só com alimentação e kids club.
 
O voo foi direto, pela Jet Star, e como sempre fizemos a reserva de uma vaga no aeroporto de Sydney pra deixar nosso carro lá, o que sempre preferimos a pegar táxi com criança, malas, cadeirinha, etc. Eu sempre acho que o preço sai quase o mesmo de um táxi, com a comodidade de irmos com o nosso carro. Dessa vez paguei $150 pra deixar o carro no aeroporto por 5 dias, no estacionamento P1-P2 do aeroporto. No estacionamento P3 sai mais barato, já deixei lá também mas a caminhada é maior – na viagem do início do ano pra Gold Coast parei no P3 e estava sozinha com o Lucas, pois o Thiago ia direto do trabalho e me encontrou só no check in, e eu andando aquele mundaréu com uma criança que adora fugir (quer dizer, adorava, porque atualmente até que ele está mais cooperativo), 2 malas, um carrinho, ou seja, o caos! Não sei como cheguei viva no check in, e só me lembro dos olhares de piedade que eu recebia pelo caminho, haha, ou talvez as pessoas estivessem secretamente me julgando porque o Lucas estava com aquelas mochilinhas com uma corda, tipo “coleira”, mas eu não tinha muita escolha porque não tinha mão livre pra pegar ele no colo ou correr atrás dele. Se bem que nem a “coleira” ajuda muito quando se trata do Lucas, porque ele no início acha interessante a mochila de macaco nas costas dele, mas logo percebe que com a cordinha eu controlo ele, então ele invariavelmente se irrita e tenta pegar a cordinha, se recusa a usar a mochila, e o caos se instala.
 
No site do aeroporto de Sydney tem as opções de transporte pra chegar lá, incluindo o booking do estacionamento.
 
O voo não dava direito a bagagem despachada, então paguei por uma mala extra. No fim levamos 1 mala de 18kgs, 2 malas de mão de 7kgs e uma mochila. Não levei carrinho pro Lucas porque ele nunca senta mesmo, to me dando por vencida em não usar mais carrinho. rs No fim acho que a medida foi ideal, uma das malas de mão que temos é menorzinha e o Lucas adotou como mala dele, daí as vezes ele empurra e nos "ajuda".
 
Em voos nacionais não precisa de passaporte, apenas uma identificação com foto pra mostrar no check in. Assim levamos as nossas carteiras de motorista e pro Lucas o passaporte australiano dele porque é o único documento com foto que ele tem. Ah, e levei também meu cartão de gravidez (pro caso de ter que ir no médico por lá) e mais um atestado da midwife com quem faço o pré natal atestando que a gravidez não é gemelar, não é de risco e com a data prevista do parto. Esse atestado é exigência da maioria das cias aéreas depois de uma certa fase da gravidez. O ideal é checar com a cia aérea sempre, no nosso caso como era a Jetstar, eles permitem viajar até a 28a. semana de gravidez sem atestado, da 28a. até a 36a. semana com esse atestado (que pode ser assinado pelo médico ou pela midwife já que na Aus o pré natal no hospital público é, via de regra, feito apenas pelas midwives, não tem qualquer consulta com um obstetra a não ser que haja alguma complicação) e depois da 36a. semana não é aconselhado viajar. Na ida não me pediram o atestado, mas na volta pediram no momento do check in.
 
Correu tudo bem no voo (é tão mais fácil viajar com o Lucas agora que ele chegou na “maturidade” dos 3 anos!), tirando o fato de que eu estava ainda me recuperando de uma gripe e com a pressão do avião a minha sinusite atacou ferozmente, nem analgésico resolveu e passei os 90 minutos de voo com uma dor absurda no rosto. Aliás essa mesma sinusite me fez ficar a base de analgésico na viagem, o que não chegou a ser um problema pois a dor ficou controlavel, mas no voo da volta mais uma vez a pressão fez a dor explodir. Ainda bem que só durou os 90 minutos e assim que o avião pousou a dor melhorou.
 
O transfer era um daqueles ônibus shuttle, que levam até os hotéis. Não tinha cadeirinha pro Lucas, mas no estado de Queensland não é obrigatório (diferente de NSW, onde fica Sydney, onde criança não pode andar em táxi ou shuttle sem cadeirinha). A viagem foi bem curta, de no máximo 15min porque o resort fica bem perto do aeroporto (e longe da cidade, o que não chegou a ser um problema porque como eu disse dessa vez não alugamos carro e ficamos só no resort mesmo).
 
Eu achei o resort um pouco “dated”, precisando de uma reforma em alguns pontos, mas no geral muito bom. O quarto era confortável, com uma varandinha e muitos cangurus soltos no jardim, o que fez a alegria do Lucas.
 

 
Nos colocaram num quarto no térreo, mas numa ala meio distante da parte central do resort, o que dava uma caminhada de uns 5-10min todo dia. Na maioria das vezes o Lucas andou de boa essa distância, mas eu com meu barrigão ficava incomodada as vezes com a caminhada e com isso acabávamos saindo sempre com uma mochila mais uma sacola com toalhas só pra não ter que ficar voltando ao quarto toda hora durante o dia. Saíamos de manhã pro café e só voltávamos depois do almoço pra soneca do Lucas e depois no fim do dia pra dormir.
 
A comida era boa, mas como em todo resort, cara. O café custava $35 por pessoa (o Lucas não pagava, apesar do monstrinho faminto comer tanto quanto um adulto. haha), no almoço cada prato custava em média $30 e o prato infantil uns $10, mais o custo das bebidas. O problema é que na prática só tinha um restaurante mesmo pra comermos (o resto eram bares com comida fast food como pizza e hambúrguer) e o menu era bem limitado, então ficamos um pouco insatisfeitos no quesito comida. Acabávamos fazendo apenas 1 refeição mais “normal” (normalmente o almoço) e na outra comíamos pizza ou hambúrguer. No fim de semana abria também o bar da piscina, que basicamente só vendia fish and chips e suas variações, que eu odeio por ser muito gorduroso e o Lucas também não curte. Só o Thiago encarou o fish and chips e eu fiquei no hambúrguer. Já o Lucas comia só porcaria (na minha concepção, o que significa batata frita, pizza, sorvete), como em toda viagem nossa, porque ele não come esses pratos de criança (não come nuggets, fish and chips, não come hambúrguer, ultimamente nem o macarrão que me salvava ele tem comido. Ele basicamente só come a comida caseira mesmo, arroz com feijão, lentilha, legumes cozidos, ovo, raramente carne, etc. Enfim, em casa isso não é problema pois ele come bem inclusive legumes e frutas variadas, mas em viagens ficamos mais limitados e ele, claro, aproveita pra se esbaldar de porcaria).
 
A piscina era excelente, principalmente pra criança porque além de uma área rasa, mesmo na parte mais funda tinha uma borda relativamente grossa ao redor de toda a piscina mas na parte interna que tinha apenas meio metro então as crianças podiam circular por ali tranquilamente. A água não era aquecida e o Lucas resolveu encrencar com isso, talvez porque apesar de termos pego sol, não era ainda verão e as temperaturas não passavam de 25 graus (quente, mas não o suficiente pra esquentar a água da piscina). Por sorte tinha um pequeno spa na área da piscina com água aquecida, e foi ali que o Lucas se esbaldou (e eu também, já que detesto água fria). Na teoria grávida não pode usar spa, mas who cares, segunda gravidez já é meio chutacao de balde. Fora que a água não era taooo quente assim, então relaxei e curti muito com o Lucas ali (o Thiago nem tanto porque ele detesta água em temperatura de canja, como ele fala. haha).
 
Além da piscina grande tinha um rio artificial que parecia uma praia com areia no meio do resort com várias atividades disponíveis pros hospedes, como caiaques, mini barcos a vela, um parque inflável (que o Lucas ficou doido pra ir mas não podia porque era só pra crianças acima de 5 anos), trampolim (quer o Lucas adora) e ainda bicicletas pra alugar (pago por hora - $5 para criança e $25 para adultos, mas como o Lucas é tão pequeno o cara deixou ele usar a bicicleta menor com rodinhas de graça – acho que nem o cara do resort acreditou que uma criança de nem 3 anos já andasse de bicicleta. rs) e stand up paddle (também pago e que não usamos pra não dar ideia pro Lucas que já inventa moda demais pra pouca idade que tem. O caiaque e o barco a vela era liberado pros pais irem com criança pequena, contanto que a criança conseguisse vestir o colete salva-vida. Nos disseram que a referencia seria pelo peso da criança (mínimo de 15kgs), mas o Lucas tem apenas pouco mais que isso e o colete menor ficou até um pouco justo nele, então talvez uma criança mais nova conseguisse usar tranquilamente. Claro que pra usar o caiaque e o barco a vela a criança precisa ficar sentada durante o trajeto, no caso do Lucas ele entende de boa atualmente, mas talvez alguns meses atrás ele não entendesse tão bem e não seguisse as instruções.
 
Além dos esportes aquáticos tinha na parte interna uma mesa de pingue-pongue (que o Lucas amou e surpreendentemente conseguia até “jogar” rebatendo algumas bolas, contando que colocássemos um banquinho porque ele é muito baixinho pra altura da mesa – como sempre as habilidades dele não são alcançadas pela altura. rs) e vários jogos de fliperama, como pacman e pinball, além de uma sinuca no restaurante/bar que deixaram o Lucas alucinado! (e nós mais pobres com tanta moedinha de $1 e $2 que gastamos nessas máquinas). A sinuca inclusive virou objeto de adoração do Lucas e ele fazia questão de pegar uma cadeira pra segurar o taco direitinho e acertar na bola (sério, o tempo tem que parar de passar tão rápido, tenho uma mini pessoinha e não mais um bebe!).
 
Por fim, tinha o kids club. Eu achei o espaço relativamente pequeno, era uma sala interna com brinquedos (e eles também fazem atividades como face painting, trabalhos manuais, etc) e uma parte externa não muito grande com brinquedos maiores e alguns velocípedes. Fiquei meio na dúvida se o Lucas ia curtir por isso levei ele lá pra conhecer primeiro. Foi só ele bater o olho na enorme mesa de trens e na parede de escalada que tinha na área externa pra não querer mais sair dali! O esquema era o seguinte: eles aceitam crianças de 0-12 anos, sendo que se for menor de 2 anos vc tem que pagar $25 por hora porque precisa ter uma babá deles com a criança o tempo todo. Para maiores de 2 anos custa $35 por cada período de 3 horas e abre de 9am-12pm e de 1pm-4pm. Eles também tem uma sessão a noite (de 5-8pm) com jantar, mas precisa ter um mínimo de 5 crianças inscritas, o que não aconteceu nos dias que estivemos lá então o Lucas não pode participar e com isso nós não conseguimos ter nosso jantar romântico... :(  Como o Lucas ainda tira soneca depois do almoço, só conseguimos leva-lo no turno da manhã. Chegamos na quarta a tarde, e na quinta queríamos passar o dia curtindo ele, então fizemos a reserva pra sexta de manhã e sábado caso ele quisesse. Ele não só quis como foi uma luta tirarmos ele de lá! No segundo dia ele chegou a se esconder quando me viu chegando pra buscá-lo e nos 2 dias que ele ficou lá só conseguimos tirá-lo literalmente carregado e aos prantos. Eles pegam no máximo 12 crianças por turno, então é melhor reservar com antecedência, e o número de cuidadores depende da quantidade de criança e da idade das mesmas. Achei as cuidadoras ótimas e muito atenciosas. O Lucas já está desfraldado, mas como é recente coloquei uma fralda estilo cueca nele só por precaução e avisei as meninas. Só que ele se recusa a fazer na fralda então pedia sempre pra ir no banheiro de qualquer forma e as meninas ajudaram numa boa. Eles dão um lanchinho também que consiste em biscoito e frutas. Ah, e o resort tem também babás disponíveis (por $25 a hora), mas não chegamos a usar esse serviço (aliás nunca usamos esse serviço nos resorts que ficamos pois eu tenho meio que receio de deixar o Lucas com uma babá que eu não conheço).
 
No geral foi uma viagem maravilhosa e até deu pra descansar um pouco (na medida que o meu desconforto atual com o barrigão permite, rs), e tirando os pequenos pontos que mencionei achei que o resort valeu super apena pelo custo/benefício!
Seguem algumas fotos que tiramos:


O precoce cismou que não iria comer na mesa com a gente, pegou o prato dele e foi escolher outra mesa pra comer sozinho (eu mereço! rs):

Na área do rio (dava também pra ir até a praia por uma ponte mais adiante, mas envolvia uma caminhada longa que eu não estava disposta a fazer):










Essa borda (em algumas partes com degraus como na foto, em outras só uma borda dentro da piscina) tinha em volta de toda a piscina, o que era ótimo para as crianças:


A área da recepção, onde ficava a mesa de pingue-pongue e as os brinquedos eletrônicos num canto a direita:

Esse trampolim na água não estava funcionando, não sei o motivo...

O nosso spa particular, que o Lucas adorou não só pela temperatura da água como também porque ele conseguia ensaiar nadar de um lado a outro da borda sozinho:


sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Viagem para Fiji

A primeira segunda de outubro é feriado do dia do trabalho em NSW. Um dos pouquíssimos feriados por aqui, como vc pode ver pela tabela abaixo:
 

 
Eis que calhou do Thiago ter direito a um dia off no trabalho (a empresa dele criou o “well being day off”: 1 vez a cada trimestre o funcionário pode tirar um dia off para relaxar) e conseguir tirá-lo no dia seguinte ao feriado. Como eu não trabalho terça nem quarta, era a oportunidade perfeita para viajarmos. Pensamos em ir pra Perth, mas as passagens aéreas estavam caríssimas além do que queríamos conhecer um lugar novo. E aí me deu uma louca e falei: vamos pra Fiji!
 
Fiji é o destino internacional mais perto de Sydney, são só 3.5hrs de vôo na ida e 4.5hrs na volta. Não é um destino barato como a Tailândia ou a Indonésia, mas é um vôo bem mais curto e um destino bem mais child friendly. Sim, porque apesar de ter muita gente que viaje pra Tailândia e Indonésia com bebes, eu sinceramente não queria ter todo o trabalho e ficar me preocupando com a qualidade da comida e da água. Fora que com um bebê hiperativo de 10 meses, um vôo longo seria um suplício, já não bastam as traumáticas idas ao Brasil. rs
 
Então em menos de 3 dias fiz minhas pesquisas, entrei em contato com a Flight Centre (agência de viagens bem famosa aqui na Austrália) para fazer a cotação dos pacotes, decidimos o hotel e vendemos um rim pra pagar a viagem. haha Brincadeira, não é tão caro assim, no site da Travel Online dá pra fazer a cotação completa de hotel + vôos e ter uma ideia do preço.
 
Ponderei muito sobre qual ilha ficaríamos. Fiji é composta por 333 ilhas tropicais, sendo que duas ilhas principais são: 1) Viti Levu, onde fica a capital do país (Suva) e o aeroporto internacional (Nadi) e 2) Vanua Levu. Ouvi muito boas recomendações de ilhas como Castaway, Mana Island, Plantation Island, dentre outras. Mas todas essas ilhas requerem um transfer de carro ate o porto + um transfer de barco, o que seria inviável com o meu pequeno que odeia ficar sentado por mais de 20 minutos. Fora que eu também preferia ficar na ilha principal e ter mais infra-estrutura em caso de uma emergência. O problema de ficar na ilha principal é que muitos hotéis/resorts ali não tem praia privativa ou tem praia mas com água turva ou a praia é de pedras, enquanto que nas outras ilhas menores as praias normalmente são mais paradisíacas com água cristalina e areia branquinha.
 

Bom, paciência, não dava pra ter tudo e também não me adiantava uma praia paradisíaca se de 10-4 eu tinha que evitar o sol pro Lucas não pegar uma queimadura.
 
Depois de consultar o grupo de “Mães Brasileiras na Austrália”, do qual participo no Facebook, o resort mais indicado na ilha principal era o Shangri-la Fijian Resort, que fica ao sul da ilha principal e a 1.5hr de carro do aeroporto.
 
Fechamos um pacote de 4 noites com café da manha incluído, num “Superior Ocean View Room” que era simplesmente divino! O quarto era imenso, eles colocaram um berço portável super grande e confortável, mais o sofá, uma mesa, um rack com a televisão, um armário de 4 portas, um frigobar, a cama king (ou extra king, porque era gigante) e ainda tinha espaço de sobra pro Lucas engatinhar a beça. Fora a varanda de frente pro mar e o banheiro imenso com chuveiro + banheira separada. Os únicos problemas do quarto era que ficava no segundo andar (mas tinha rampa pra subir com o carrinho) e numa ponta mais afastada do resort, que é gigantesco, então caminhávamos uns 10 minutos pra acessar a piscina principal, os restaurantes e a recepcao. Por outro lado na nossa ponta do resort ficava uma piscina de borda infinita de frente pra praia, que sempre ficava mais vazia e era a nossa escolha normalmente, mesmo com o Lucas (até porque mesmo na piscina infantil ele não ia poder ficar sozinho porque ainda é muito pequeno, então era melhor ficarmos na piscina de adulto mais funda pra nós e melhor pra sergurar ele).
 
A viagem foi maravilhosa, o Lucas aproveitou tubos, explorou tudo que ele podia e mais um pouco. As únicas 2 reclamações que eu tenho quanto ao resort são: 1) a comida é cara e bem mais ou menos, tirando o café da manha que era divino e muito variado; 2) apesar do resort ser muito child friendly (eles tem até um kids club onde os pais podem deixar as crianças de 4-12 anos por quantas horas quiserem, de graça, enquanto vão aproveitar o resort ou fazer algum passeio) não tinha muito entretenimento pra bebês. Nem no kids club tinha um tapete macio ou um espaço com livros e brinquedos para bebês, então na hora do sol a pino acabávamos ficando no quarto com o Lucas. O resort tem também serviço de babá muito barato ($25 dólares por 3 horas), mas que não usamos.
 
Vou fazer uma lista de algumas dicas e ao final coloco algumas fotos da viagem.
 
- eu morria de medo do Lucas pegar uma infecção estomacal com a água ou comida, então levei papinha pronta para todos os dias e 1 litro de água na mala de mão (pode levar líquido e comida na mala de mão se for para o bebê), e quando chegamos lá o transfer do aeroporto para o hotel parou num mercadinho de beira de estrada e eu aproveitei pra comprar mais uns 7 litros de água. Não satisfeita eu lavava as garrafas antes de abrir e ainda fervia a água na ketler que tinha no nosso quarto antes de dar pro Lucas. Pode parecer excessivo, mas ouvi muitas histórias de criança que pegaram infecções horrorosas e eu já tive minha cota de doença com o Lucas. Ele felizmente não pegou nada, apesar de no ultimo dia ter ficado doente, mas por conta de um maldito vírus de hand foot mouth desease que ele pegou na creche antes de viajarmos. Mas nada muito sério, só nos fez passar o dia no quarto pra não cansar muito ele.
Ah, não somos mais freak com esterilizar nada do Lucas, então em Fiji só levamos uma escova para lavar as mamadeiras e um detergente liquido.
 
- o Lucas sempre comeu papinha pronta de vez em quando, quando viajávamos ou numa emergência, apesar de 90% das refeições eu fazer em casa. E ele sempre comeu tranquilo as papinhas prontas, mesmo as da Nestle quando estivemos no Brasil e que são muito piores que as papinhas daqui. Entretanto, justo na viagem pra Fiji ele resolveu odiar papinha pronta e se recusar a comer! E desde então o ódio dele a essas papinhas só aumenta a ponto dele fazer ânsia de vomito se insistimos. Eu fiquei desesperada, porque não queria dar comida de adulto pra ele com muito sal ou pimenta, mas também não podia deixar ele fazer greve de fome. Aí o jeitop foi improvisar: quando íamos almoçar ou jantar eu pedia um prato de algo que ele pudesse comer comigo (um nhoque, ou legumes refogados) e se íamos comer no buffet era mais fácil porque tinha frutas e pão sempre. No buffet tinha também “kids meal”, que achei bem caído porque todo santo dia era espaguete bolonhesa. Mas um dos jantares ele comeu isso mesmo. O café era a hora mais tranquila, pois tinha muita coisa que ele come: iogurte, frutas, weetbix (um cereal australiano), pão, omelete, etc. Mas eles não deixavam levar nada do restaurante, então o lanche da manha tinha que ser papinha pronta mesmo.
Ah, e vc consegue comprar comida de bebê, fralda e artigos de primeira necessidade em Fiji, seja na cidade ou dentro do próprio resort, mas claro que muito mais caro e sem muita opção de marcas, então melhor levar tudo na mala mesmo.
 
- não precisa de visto nem vacina específica pra entrar em Fiji se vc for cidadão australiano ou residente permanente na Austrália.
 
- no pacote que fechamos com a Flight Centre incluía o transfer do aeroporto para o hotel. Nós fizemos questão de pedir uma cadeirinha de bebê e pagamos $24 fijian doláres extra por ela. Mas sinceramente lá em Fiji eles estão pouco se lixando e até tentaram nos convencer a ir sem cadeirinha mesmo porque não precisava. Nós insistimos e nos deram direitinho, mas é bom reservar com antecedência porque eles não tem muitas cadeirinhas disponíveis. Sei que no Brasil não se é muito rigoroso com isso e nós mesmos andamos várias vezes de táxi no Rio com o Lucas sem cadeirinha porque não tinha como ficar colocando em cada táxi que pegávamos, mas na Austrália nem pensar, nenhum táxi vai levar um bebê sem a cadeirinha. E em Fiji como o transfer tem essa possibilidade nós insistimos porque convenhamos que a segurança do bebê vem em primeiro lugar, né? Ah, e as estradas que pegamos até o hotel eram bem ruins e o motorista andando mais rápido do que estamos acostumados aqui na Austrália, fora as ultrapassagens perigosas na estrada com uma única pista, bem conhecido de quem mora no Brasil mas impensável na Austrália.
 
- não sei se já comentei aqui no blog, mas na Austrália NINGUÉM toca em criança sem autorização dos pais. Até pra me ajudar a sair com o carrinho do trem a maioria das pessoas pergunta antes se quero ajuda, não sai metendo a mão no carrinho (com exceção dos imigrantes, uma vez uma louca quase virou o carrinho porque foi levantá-lo sem me pedir e além de eu não precisar de ajuda, ela ainda levantou o carrinho demais). E isso é muito enraizado aqui e difícil de entender pra muitos brasileiros já que nós temos uma cultura mais calorosa (ou invasiva, dependendo do ponto de vista. haha). Só que quando vc vai pra Fiji, pode esquecer essa regra de etiqueta com crianças. Eles amam bebê e saem pegando sem nem pedir autorização. Perdi as contas das vezes em que pegavam o Lucas no colo, as vezes até tirando dos meus braços, ou que o beijavam sem que eu tivesse nem tempo de protestar. Até no aeroporto quando passávamos pela alfandega em Fiji, ao invés de estarem prestando atenção no que tínhamos na mala e no raio-x, os funcionários estavam era disputando pra ver quem pegava o Lucas no colo. Confesso que me incomodou bastante, mas não tinha muito o que eu pudesse fazer na maioria das vezes.
 
Bom, acho que já escrevi demais. Seguem abaixo algumas fotos da viagem:

 Esse mapa é só do resort! Ele fica numa pequena ilha, mas é um mundo lá dentro.



Vista aérea da piscina principal e a piscina das crianças a direita.


Nosso quarto era bem parecido com esse.
 




“Cadê minha comida??”