terça-feira, 10 de agosto de 2010

Etapas cumpridas

Depois de muito pensar, ponderar e por fim decidir que iríamos seguir em frente com o processo de imigração pra Austrália, tomamos o próximo passo que foi entender como todo o processo funciona, quais seriam cada etapa dele, documentos, valores, etc., e daí começar a ir ticando cada etapa cumprida.

Bom, a primeira coisa a fazer foi ler bastante sobre o assunto, no site oficial de imigração, fóruns, blogs, livros dicas de amigos, principalmente do Ricardo, etc. Enfim, demorei um bom tempo para entender todos os procedimentos necessários para começar a pensar em Austrália.

Para simplificar as coisas, poderia dizer que pra começar a brincadeira é preciso de dois documentos básicos, além de outros pré-requisitos, que seriam: Comprovação do reconhecimento em Inglês e o reconhecimento de sua profissão na Austrália. Fora isso ainda tem um limite de idade, comprovação de experiência profissional, etc.

Para conseguir um reconhecimento da profissão na Austrália, cada pessoa deve procurar o seu respectivo conselho profissional e se informar qual são os documentos necessários para dar entrada nesta comprovação. Geralmente, os documentos básicos solicitados são os diplomas, históricos, currículo e em alguns casos comprovação profissional em o Inglês.

No meu caso eu dei sorte, pois o conselho de arquitetura não pede a comprovação da língua, portanto eu pude dar entrada no conselho sem ter feito a prova de inglês. Isso foi ótimo, pois como eu nunca tinha feito um curso de inglês de verdade, eu precisaria estudar bastante para chegar ao nível básico exigido pela imigração.

Por outro lado, o conselho de arquitetura é um dos conselhos mais rigorosos dentre as profissões que o departamento de imigração (DIAC) tem interesse. Eles exigem vários documentos, só aceitam faculdades de período integral, etc. O número de brasileiros que foram recusados nesta fase é muito alto, ao ponto das agências de imigração dizerem que a chance de se conseguir um visto tendo uma profissão de interessa pelo DIAC é de 99%, o 1% são referentes aos profissionais de arquitetura.
Para não correr o risco, enviei 2kg (literalmente 2kg, pesados no Fedex) de documentos para o AACA (conselho de arquitetura). Foram diplomas, certificados, ementas das matérias da faculdade, currículo, portifólio, etc. Tudo traduzido, imagine a grana que foi... Consegui juntar tudo isso e em outubro de 2009 eu estava enviando pra Austrália. O detalhe é que o pagamento da taxa de inscrição só pode ser feita por cheque nominal em moeda australiana, mais uma vez o Ricardo me ajudou nesta burocracia. Esperei quase 6 meses pra receber a cartinha do AACA na minha casa sem saber se tinha sido reconhecido ou não, mas no final deu tudo certo. No mesmo dia que eu vi que não tinha passado no IELTS, eu recebo esta boa noticia. Melhor não passar no IELTS do que no AACA, já que o inglês pode-se tentar quantas vezes quiser já o AACA é “one shot only”.

Por haver o risco de ser recusado no AACA achei melhor me prevenir e resolvi pedir o reconhecimento da minha profissão como urbanista também, já que meu diploma tem estas duas funções profissionais. No final fiquei com dois reconhecimentos profissionais, me deixando mais a vontade para fazer uma “estratégia de imigração” mais flexível Havendo problema em aplicar como arquiteto, eu teria um plano B na manga. Como dizem por aí, um homem prevenido vale pro dois, hehe.

Enquanto isso... Desde fevereiro estou estudando Inglês pra recuperar o tempo perdido de anos que eu não fiz curso particular, só aprendi a língua na escola. Mas enfim, valeu a pena o esforço, em 1 ano e meio eu sai do nível básico pra o avançado e passei no IELTS (certificação de Inglês), na segunda tentativa mas tudo bem, cheguei na pontuação necessária: tirar 6 em todas as categorias (reading, listening, writing e speaking). No final de maio de 2010 eu recebi meu diploma do IELTS e dei por finalizada as etapas de juntar documentos. Estávamos prontos para mandar os documentos pra imigração. Na verdade ainda faltava traduzir os últimos documentos, dentre eles tudo o que pudesse comprovar minha experiência profissional como arquiteto autônomo (o que pode ser um problema no futuro), e mandar tudo pro DIAC.

Bom, este foi um resumo do que se passou durante este primeiro ano e meio de planejamento, na verdade tiveram outras coisas envolvidas, como as mudanças na regra de imigração, a crise mundial, etc., mas que no fim deu tudo certo. Espero que continue assim. Abraços.

14 comentários:

  1. Oi Thiago e Denise,

    Parabéns pelo blog! Excelente ideia a missão de reconhecimento. Também sou arquitecta à espera do famoso 175...

    Muita sorte e felicidades.

    Abs,
    Andreia

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  2. Olá casal, tudo bem?
    Eu e meu marido estamos lendo o blog de vocês por indicação de amigos. Estamos pensando seriamente em morar na Australia.
    Eu sou arquiteta e meu marido é analista de sistemas. Moramos em São Paulo.
    Gostaríamos muito de trocar algumas idéias com vocês, e ter algumas dicas sobre "o que funcionou e o que não funcionou" para nossas chances serem mais certeiras em relação ao visto. Será que vocês poderiam nos ajudar?
    Fomos para a Australia em julho/2010 para uma viagem de 25 dias de férias e nos apaixonamos! Nosso blog relata nossa viagem completa, tem várias dicas sobre o que conhecer, e lá vocês também podem ter mais informações sobre nós. O blog é o http://malanamao.wordpress.com
    Aguardamos ansiosos o contato de vocês.
    Um grande abraço, Deus abençoe e guarde vocês em todo tempo!
    Luciana.

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  3. quantos pontos voce fez no reconhecimento da profissao? estou fazendo umas analises aqui e será suado

    [ 25 idade, 10 (7 ielts) ou 0 (6 ielts), 10 pontos overseas employment 5+ anos, 15 bachelor degree ] = 25+10+10+15 = 60

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    1. Oi Douglas. Na época que aplicamos o processo era diferente, e a contagem de pontos também. Lembro que o Thiago fez a pontuação mínima necessária pra concessão do visto (o que incluía idade, a nota mínima do IELTS, diploma, experiência profissional). Desde sempre era “suado”... rs

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  4. Olá Thiago e Denise,
    Sou Arquiteta e irei dar entrada no processo no estado na Austrália (em Melbourne especificadamente), poderiam explicar com mais detalhes esse processo, estou com muito medo, afinal de contas é muito caro e estamos falando de um sonho, vocês devem saber bem o que estou sentindo.
    Dos documentos que enviaram, poderia me informar sobre a ementa das matérias do curso, vocês incluíram a biográfica que vem nela na tradução? (isso onera muito o valor). Colocaram carteirinha do CAU? Gostaria de saber de todos os documentos que envaram, poderiam por gentileza me informar?
    O site de vocês foi uma luz! Parabéns e muito obrigada!

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    1. Oi Ana,
      Essa foi a resposta do Thiago:

      "Realmente validar o diploma no AACA é bem chatinho pra nós brasileiros, pois as faculdades brasileiras não são tão conhecidas lá fora.

      O mais importante para eles é você ter estudando em uma faculdade em tempo integral, já vi gente ser recusada em 1 semana após enviar os docs por conta da carga horária que não batia. Pelo que parece eles cortam logo se sua faculdade foi meio período...

      Outra coisa importante é traduzir as ementas das matérias cursadas, incluindo bibliografia, pois ali eles poderão analisar mais detalhadamente o conteúdo do curso. Como as faculdades do Brasil não são muito conhecidas no mundo, as ementas ajudam a mostrar que estudamos os conceitos da arquitetura do primeiro mundo também.

      Além dos documentos acadêmicos (diploma, histórico, ementas e, se possível, alguma coisa que prove que a faculdade foi em tempo integral), eu enviei currículo, portfólio, carteira do CREA, IAB, carta de clientes, publicações de artigos e participações em congresso etc.

      Eu achei melhor pecar pelo excesso..."

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    2. Oi Denise,
      Meu marido é arquiteto e estou estudando essa primeira etapa que é a validação do diploma. Será que tem um mínimo de carga horária ou tem mesmo esse lance de ter que ser período integral? Será que a faculdade faz diferença. Meu marido se formou pela Santa Ursula no RJ (vcs são do RJ né? rsrsrsrs). Grata!

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    3. O mínimo de carga horária exigida significa que a faculdade tem que ser integral pra cobrir. No Rio eu acho que uma das únicas faculdades que o AACA aceitava era a UFRJ porque a carga horária era maior. Ou então vc precisa ter um mestrado pra somar carga horária.
      Vê se o fórum canguru (canguru.info) tem alguém da Santa Ursula que já tenha aplicado pra vc saber se foi aceito.

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    4. Complementando: o Thiago acabou de me dizer que tem 2 amigos que se formaram pela Santa Ursula e tiveram a aplicação negada por causa da carga horária baixa. A solução que eles encontraram foi aplicar como urbanista, mas isso foi há mais de 5 anos atrás qd era fácil aplicar como urbanista. Hj em dia o Vetass (de urbanismo) exige experiência específica na área comprovada.

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  5. Oi Thiago e Denise, conheci o blog de vocês hoje e estou muito contente pois não tenho encontrado nada sobre imigração de arquitetos, ufa! Bem, eu me formei pela PUCRS (Porto Alegre), o turno era tarde e noite, isso seria considerado integral? Ah, em qual faculdade que ele se formou?
    Muito obrigada pela atenção.
    Abraços

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    1. Oi Raquel,

      Me parece que tarde e noite seria suficiente sim, mas é um chute e vc só vai ter certeza mesmo quando aplicar. Tenta no fórum do canguru (canguru.info/) ver se alguém por lá aplicou tendo se formado na PUCRS. Ah, o Thiago se formou na UFRJ.

      Boa sorte!
      Abs, Denise

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  6. Olá Thiago e Denise,

    Eu (engenheira civil) e meu marido (arquiteto) vamos pra Austrália ano que vem, e estamos decidindo qual dos dois fará o curso de inglês.
    A ideia inicial era ele fazer o curso (para garantir uma boa nota no IELTS) e logo depois dar entrada no reconhecimento da profissão no AACA, já que ele tem mais tempo de experiência na profissão, o que nos renderia mais pontos no Skilled Migration, porém o curso dele foi de meio período, em uma universidade particular. Será realmente impossível conseguir o reconhecimento no AACA para fins de imigração? Ele também é urbanista, porém em 2016 essa profissão saiu da SOL. =/

    Nosso plano B seria eu fazer o curso de inglês, e dar entrada no reconhecimento do meu diploma no Enginners Australia e ele como meu dependente, porém tenho apenas 1 ano de experiência depois de formada e 2 anos antes.

    O que vocês acham? Tem alguma sugestão?

    Obrigada

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  7. Olá Denise e Thiago,
    Sou arquiteto, já tenho IELTS e estou para dar entrada no AACA, porém tenho algumas dúvidas. Li que você recebeu ajuda de um Ricardo... ele é um agente de imigração? Falando em agente de imigração, será que alguém conhece um agente que já tenha assessorado arquitetos neste processo?

    Parabéns pelo blog! É realmente muito raro achar informações tão relevantes como a de vocês.
    Um abraço,
    Gustavo

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    1. Oi Gustavo,

      Fizemos o processo sozinhos, sem agente de imigração. O Ricardo é um amigo do Thiago que imigrou uns anos antes da gente e nos passou algumas dicas.

      Qt a agente de imigração, indico a Lohrraine do soul Migration: https://www.facebook.com/SoulMigrationAustralia/

      Boa sorte no seu processo!

      Abs,
      Denise

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