terça-feira, 31 de maio de 2016

Vivid - festival de luzes em Sydney


Ontem fomos no Vivid, festival de luzes que acontece todo ano em Sydney. Consiste em diversas instalações espalhadas pela cidade com efeitos de luz e ainda projeções de luz em prédios/monumentos famosos como o Opera House e o Museu de Arte Contemporânea (gratuito). Tem também shows de música e exposições (algumas gratuitas, algumas pagas). Nós já tínhamos ido antes acho que no ano em que chegamos aqui, e apesar de ter gostado muito tudo o que eu me lembro era do frio que pegamos, rs, já que o festival sempre ocorre no começo do inverno. Nos anos seguintes não conseguimos ir por motivos variados, mas esse ano eu estava a determinada a ir com o Lucas.
Estava um pouco apreensiva porque costuma ficar bem cheio, e lugar muvucado com criança que não pára quieta no carrinho é sempre um problema. Então decidimos ir numa segunda-feira na esperança de estar mais vazio. Como trabalhamos na City e não teríamos muito tempo, decidimos caminhar só por Circular Quay mesmo achando que ia dar tempo de sobra, mas não! Tem muita coisa pra ver e a uma hora que tínhamos (entre a saída do trabalho e o Lucas capotar de sono + o horário limite do estacionamento em que paramos o carro) não foi suficiente pra explorar tudo que queríamos.

Minha outra preocupação era o frio, que chegou tarde esse ano (maio ainda deu praia!) mas chegou com tudo, e desde semana passada temos temperaturas inferiores a 10 graus de manhã e a noite, sendo que ontem especialmente fazia 5 graus com sensação térmica de 2 graus quando saímos de casa de manhã. Levamos casaco pesado, gorro pro Lucas, bota de inverno pra ele e decidimos arriscar. Não sei se já comentei aqui no blog, mas o pior do inverno de Sydney é o vento gelado. Como venta essa cidade! Porém, contrariando as minhas expectativas, a noite estava ótima e apesar de fria estava sem vento e tão agradável que eu nem coloquei casaco! (tá, eu devo estar com algum problema porque o Thiago tava de sobretudo de lã e eu que há 4 anos atrás usava luva e cachecol com 19 graus de temperatura, agora tiro onda no frio. haha)
Começamos indo jantar rapidinho num restaurante que amo em The Rocks, o Appetito. Depois descobrimos que no trajeto do Vivid, na rua mesmo, tinha uns food trucks com comida que seria mais rápido. Depois de comer iniciamos a caminhada pela ponta esquerda do Circular Quay, onde desembarcam os navios (vou intercalar o texto com foto pra ficar mais ilustrativo). Estava bem cheio e tive que usar a mochilinha com uma cordinha pra andar com o Lucas porque claro que ele queria correr e explorar mas com multidão eu morro de medo de piscar e ele sumir. Foi muito emocionante explorar o Vivid atrás dos olhos do Lucas, que ficou absolutamente encantado com as luzes! Ele não parava de apontar e dar gritinhos de excitação, era até complicado evoluir na caminhada porque ele estancava toda hora apontando pra cima loucamente. rs

 

O Opera House estava deslumbrante, mudando de cor e mostrando desenhos aborígenes. Essa a descrição no site do evento: “Lighting the Sails for the eighth year of Vivid Sydney, Sydney Opera House will transform into an animated canvas of Australian indigenous art featuring iconic contemporary works from Karla Dickens, Djon Mundine, Gabriella Possum Nungurrayi, Reko Rennie, Donny Woolagoodja, and the late Gulumbu Yunupingu."

 

 
O Lucas ficou tão encantado com os adereços coloridos que as pessoas usavam (cordoes, arcos, cataventos, etc) que tivemos que comprar um catavento de luz pra ele (custou $10) e só assim ele aceitou sentar um pouco no carrinho pra evoluirmos com a caminhada.


Em seguida passamos em frente ao Museu de Arte Contemporânea que estava maravilhoso, super colorido e dando a impressão de estar sendo “pintado” ao vivo.
Essa a descrição no site do evento: “This year the artists create an illusion that the façade is actually being carved, painted, cut and brushed.”
 

Por fim chegamos ao Customs House (prédio ícone na City), que esse ano estava de tirar o fôlego com um filme de animação passando na fachada. Essa a descrição no site do evento: “The façade of Sydney’s Customs House at Circular Quay plays host to the fantastical wonders of Sydney’s Hidden Stories, where a blue-tongue lizard leads visitors through haunting landscapes of warty witches and wizards, gnomes and cocky cockatoos.”
 

 
O Lucas ficou absolutamente hipnotizado com a animação no Customs House! Depois dali já eram 8 da noite e nosso passeio chegava ao fim… :(
Vimos algumas instalações pelo caminho, mas não consegui tirar foto. No site do evento tem foto e descrição de todas as instalações e o local onde elas estão. A única decepção esse ano foi a projeção de luzes na Harbour Bridge, que achamos bem fraquinha. Nem tirei foto, mas segue uma que achei na internet (não consegui ver esse reflexo na água não. rs).

 
Uma opção também interessante é pagar um passeio de barco pela Harbour a noite, com uma visão privilegiada dos prédios. Tem várias empresas que fazem esse passeio, no próprio site do evento tem uma listadas empresas.
Gostamos tanto, mas tanto, que semana que vem devemos retornar pra ver outras áreas da cidade também parte do Vivid, como o Botanical Gardens e Darling Harbour. Quem sabe esse post não recebe uma continuação em breve? ;)

Pra quem está em Sydney, o Vivid fica ate 18 de junho, então ainda dá tempo de curtir esse festival sensacional que já e um icone da cidade.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Brinquedoteca

Esse fim de semana eu fui conhecer um serviço que estava há tempos pra visitar: a brinquedoteca do meu bairro. Eu sempre evitei comprar muito brinquedo pro Lucas, e ainda faço revezamento de brinquedo em casa. Agora com o Lucas maiorzinho eu sinto que é muito fácil abraçar o nosso lado consumista e comprar um mundo de brinquedos pra ele, o que não é nem um pouco desejável, né. Daí descobri sobre as brinquedotecas que tem em Sydney, onde vc paga uma taxa anual e pode alugar brinquedos por algumas semanas.

Esse fim de semana fui conhecer a da minha região, o Shire. A brinquedoteca se chama Treasure Chest e fica no bairro de Engadine. A anuidade custa apenas $52 e dá direito a alugar a cada 3 semanas até 3 brinquedos + 3 puzzles + 3 jogos de tabuleiro. A variedade de brinquedos é grande e engloba várias idades, e ainda inclui brinquedos maiores como escorregas, carrinhos, scooters, etc. Vi que eles estão precisando de voluntários e já me candidatei pra trabalhar com eles alguns sábados por trimestre, afinal é um programa a base de voluntários e o serviço que eles prestam é tão legal que seria uma pena se acabasse.
Aliás, essa é uma coisa muito forte aqui na Austrália: caridade e senso de comunidade. A maioria dos australianos faz caridade regularmente e trabalha como voluntário. Talvez por isso os centros comunitários sejam tão atuantes e tenham tanta atividade legal e gratuita nos bairros.

Voltando ao assunto do post, tem várias brinquedotecas focadas unicamente em crianças com necessidades especiais, como a Noah’s Ark Toy Library, mas tem também várias que atendem o público em geral. Fazendo uma busca dainternet achei as seguintes: Inner West, Bondi, Forestville, Auburn.
Vale a pena entrar em contato com o Council ou o Community Centre do seu bairro pra ver se eles tem o contato de alguma brinquedoteca na sua região. O meio ambiente agradece e nossas crianças certamente serão pessoinhas melhores desapegando do consumismo desenfreado.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Darling Harbour - playground e water play

Sydney não cansa de me surpreender. Já rodamos muitos bairros por aqui, seja porque já nos mudamos 5 vezes (morando no norte, leste, sul, próximo e longe da City) seja porque temos uma pulga dentro de nós que não nos deixa ficar parado no fim de semana.

Talvez por culpa dessa mesma pulga fomos ter um filho que é ligado na tomada. Sim, eu sei que crianças tem muita energia e nunca esperei ter uma criança que fica quietinha lendo livros como eu era. Mas o Lucas extrapola, juro, ainda to pra ver uma criança tão ligada na tomada como ele. Sabe aqueles coelhinhos da propaganda da Duracell? Pois é, nesse estilo. Pouca coisa o entretem por mais de 1 minuto se não envolver correr, escalar, pular, explorar. Sabe aquela historia de acordar na preguiça, ficar uns minutinhos na cama de chamego, descansar deitado ou sentado? Não existe no vocabulário dele! O furacãozinho já acorda num pulo e sai saltitando pelo colchão e pelo quarto, ainda meio cambaleante de sono mas já com a corda toda.
Resultado é que haja fôlego pra correr atrás acompanhar nosso furacãozinho e passar o dia trancados em casa é praticamente impossível, então pelo menos 2 vezes por dia nós saímos com ele pra passear, faça chuva ou faça sol. Daí minha lista de lugares a serem explorados só cresce, ainda que agora com um olhar mais focado na parte infantil.
 
Já tem um tempo que eu ouvia falar do water play de Darling Harbour, mas eu achava que era só um ou outro chafariz onde as crianças se molhavam, porque afinal de contas eu já fui em Darling Harbour trocentas mil vezes e nunca vi nada além disso. Daquelas coisas que não enxergamos até termos filho.
Daí semana retrasada, aproveitando um lindo dia de outono resolvi ir lá com uma amiga australiana do meu grupo de mães. Aliás, parêntesis para comentar que eu nunca vi um ano tão quente como esse está sendo em Sydney! O verão foi fenomenal, recheado de dias ensolarados e quentes e noites agradáveis, e mesmo com a chegada do outono os dias continuam quentes (leia-se, com temperatura entre 20-25 graus) e as noites apenas frescas (leia-se, com temperaturas entre 12-17 graus). Isso que 2 anos atrás eu já tinha desempacotado os casacões de inverno em maio! Esse ano o inverno parece que vai demorar a chegar, e eu não podia ser uma pessoa mais feliz por isso. :)

Voltando ao assunto do post, em plena quarta-feira rumei com o Lucas para a City, com destino a Darling Harbour. A viagem de trem (que dura em torno de 1 hora de onde eu moro pra City) era um dos meus pesadelos, porque claro que o furacãozinho não pára quieto dentro do trem. Mas eu me programei pra ir na hora da soneca dele, levei ele pra um playgroup de manhã pra ele se cansar bastante e de lá fomos direto. Meta alcançada: ele dormiu na viagem de trem toda. Ainda fiquei tensa com a volta, porque ele geralmente só dorme 1 vez por dia, mas acho que o bichinho se cansou tanto, mas tanto em Darling Harbour que capotou na volta também. Pensa numa pessoa feliz! (no caso eu)
Chegando lá fomos comprar sushi no shopping que tem em Darling Harbour e fizemos um delicioso piquenique na grama com as crianças. Em seguida foi a vez de soltarmos as ferinhas no water play. Nós já fomos precavidas e levamos a roupa de piscina/praia das crianças, que além de ser melhor do que roupa de algodão encharcada, ainda protege contra os raios UV. Pelo visto as outras mães não pensaram nisso, porque o que mais tinha era criança só de fralda ou com a roupa ensopada, o que não era muito bom porque a água tava bem gelada e apesar de ser um lindo dia de sol não é tão quente como no verão e a temperatura estava em torno de 23 graus, ficando mais fresquinho na sombra ou no cair da tarde.

Eu que achava que era só um ou outro chafariz mixuruca fiquei absolutamente apaixonada pela estrutura do local! Trata-se de um grande labirinto baixinho com água correndo no meio, na profundidade de no máximo um palmo (em alguns trechos), e com vários “experimentos” pras crianças explorarem como uma roldana que coleta água e espalha nuns canos que se conectam com o labirinto, uma cascada de água em forma de parafuso pras crianças girarem, vários pequenos jatos d`água que as crianças podem pisar em cima e controlar o fluxo de água, pedras fixas no chão dentro do tal labirinto pra dar textura no caminho, e muito, muito mais!
Como o Lucas ainda é pequeno (e baixinho), eu achei que ele teria dificuldade em se movimentar pelo local e que eu ia ficar a todo momento neurótica com medo dele cair. Doce ilusão. Meu canguruzinho tirou de letra os obstáculos e ficou deslumbrado com tanta independência por conseguir explorar sozinho. Ele andou com desenvoltura em cima das pedras me causando mini infartos, escalou pequenas piscinas um pouco elevadas que eu jurava que ele não ia alcançar, quis mexer em tudo e nem se incomodou com a água fria. No final eu tive que tirar ele de lá sob protestos porque o bichinho já estava gelado e resmungando de frio mas ao mesmo tempo não queria de jeito nenhum sair da água.

Ficamos em torno de uma hora nessa parte da água, e como era pleno dia de semana em horário escolar, todas as poucas crianças que tinham por lá eram menores de 5 anos, o que tornou o ambiente bem mais seguro e agradável para o Lucas. Eu já ouvi dizer que nos fins de semana ou durante school holidays o local fica insuportavelmente cheio e a mistura de crianças de idade mais avançada tornam o ambiente menos seguro pros pequeninos.
Tirei pouca foto de lá porque como eu estava sozinha com o Lucas não dava pra correr atrás dele na água carregando celular e batendo foto, rs, então seguem abaixo as poucas fotos que eu tirei seguidas de fotos da internet pra dar melhor dimensão do espetacular que é o local.



 





 
Como se toda essa farra não tivesse sido suficiente, adjacente ao water Play fica um imenso playground de areia. Quando finalmente tirei o Lucas da água e troquei a roupa dele, foi hora de partir pro playground seco onde ele se esbaldou nos escorregas e túneis. Essa parte do playground tem vários brinquedos pra crianças mais velhas que o Lucas não conseguia participar (se bem que ele é tão teimoso obstinado que bem que tentou escalar a parede que desemboca num imenso escorrega, com direito a levar uma “chamada” de uma menina maior de que ali não era local de “babies, só de big kids”. haha Como se o meu tinhoso obstinado se intimidasse com a dificuldade do brinquedo a ser escalado), mas isso não o impediu de ir lá tentar e explorar cada centímetro do playground. Aqui vão fotos do playground:








Claro que o Lucas escalou e desceu sozinho esse último escorrega pro meu desespero, com direito a na segunda vez eu me posicionar na base do escorrega pra quando ele descesse eu amparar se ele precisasse e ele resolver inovar, dar meia volta e descer de bunda pela parte de trás  que tem fendas na rocha pra escalar! Eu saí em debandada  pra impedir, com medo dele cair, tropecei e me machuquei pelo caminho e com esse meu atraso inesperado quando o alcancei ele já tava no meio do caminho descendo de bunda direitinho, pulando de bunda de degrau em degrau pra me matar do coração mais uma vez.
 
Depois de estar todo mundo exausto (não sei quem se cansou mais, eu e minha amiga ou as crianças), fomos pro Guylian Café que tem ali em frente pra tomar um chocolate quente (nós mães) enquanto as crianças tomavam o lanche da tarde que tínhamos levado (biscoitinhos caseiros de banana e aveia + frutas variadas).
O dia foi tão, mas tão legal, que nem vimos a hora passar e fomos pegar o trem pra voltar já na hora do rush, o que queríamos ter evitado por estarmos com 2 carrinhos de bebe. Mas até que não estava tão cheio ainda o trem e voltamos tranquilas, chegando em casa a tempo do jantar dos pequenos.
Quem vier pra Sydney com crianças, o Darling Quarter é parada obrigatória com os pequenos, tenham eles 1 ou 10 anos. Pra chegar lá é super fácil, tem vários meios de transporte, mas eu normalmente vou de trem (se for durante a semana, saltando na estacão de Town Hall) ou de carro (se for no fim de semana, porque dá pra achar estacionamento por $13 – esse aqui). No site deles tem mais informações sobre como chegar, onde comer, etc.
 

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Aquatic Centre – Olympic Park

Agora que o Lucas está maior e mais difícil de entreter ativo eu tenho buscado sempre levá-lo em passeios legais que sejam sinonimo de diversão pra toda família. Sempre fomos muito em parques ao ar livre, mas agora com o inverno chegando eu tenho buscado mais opções em locais fechados e aquecidos.
 
Esse último domingo fomos conhecer o Aquatic Centre no Olympic Park. As Olimpíadas de 2000 que ocorreram em Sydney deixaram de herança um enorme complexo esportivo, o Olympic Park, que fica no Inner West, a 16 quilometros do centro da cidade. É uma área muito legal com parques com muito verde, playgrounds, mil eventos (shows de música, feiras, workshops, baby expo, etc), esportes, além de dezenas de atividades para as crianças. Vale a pena uma visita no site pra pesquisar sobre a programação da semana.
Já fomos lá inúmeras vezes, seja pra caminhar, andar de bicicleta, assistir um jogo de volley, e sempre (ou quase sempre) aproveitando a viagem pra almoçar no Outback (sim, a mesma rede de restaurantes que tem no Brasil) que fica ali pertinho no bairro de North Strathfield (já inclusive fiz post sobre isso).

Chegamos lá e tinha um grande estacionamento do lado, paramos o carro e fomos pro Aquatic Centre, cuja entrada parece uma caverna. rs
 
Tinha uma pequena fila pra pagar mas foi rapidinho. Custou $7.50 por adulto e menores de 4 anos não pagam e ainda ganham uma fralda de piscina da Huggies gratuita. O horário de funcionamento varia de acordo com os meses do ano, então é melhor checar direitinho preço e horários no site deles.

Entramos e o lugar é bem grande! Tem uma imensa piscina olímpica de um lado e do outro um complexo de 3 piscinas: uma de mais ou menos 1 metro de profundidade que é conjunta com o Rapid River Ride, uma piscina circular com correnteza; o Water Slide, que é um grande escorrega que desemboca numa piscina, mas tem que ter 1.2 metros de altura pra ir; e o Splasher's Water Playground que é um imenso playground com vários escorregas pras crianças, e fica numa piscina rasa que é ótima pros pequenos. Seguem algumas fotos:



 

 

Quando nós chegamos a piscina do playground estava sendo interditada porque alguém tinha vomitado lá (eca!) e demoraram quase 1 hora pra filtrar toda a água da piscina e liberar de novo. Enquanto isso ficamos na piscina conjunta com o rio. O Lucas curtiu, ele agora tá na fase de querer pular então ficava na borda pulando pra dentro da piscina over and over again. Como era um domingo tava bem cheio e como mistura criança de todas as idades, tem que ter sempre atenção com criança pulando, esbarrando, etc, fora a gritaria ensurdecedora, mas isso é o normal de locais assim claro. Ficam bastantes salva-vidas nas bordas da piscina com um apito controlando a bagunça das crianças.
Quando finalmente abriram a piscina do playground, fomos lá todo animados porque o Lucas ama escorrega. Só que no tal do playground tem mil jatos de água vindo de todos os lados, alguns bem fortes, então era meio inviável pra uma criança da idade dele (16 meses). Acho que pra aproveitar mesmo ali a criança tem que ter no mínimo dos mínimos 2 anos, sendo que só lá pros 3-4 é que deve curtir mesmo. Como já estávamos lá há quase duas horas e todo mundo com as mãos enrugadas, saímos em seguida.
Fiquei um pouco decepcionada com os chuveiros pra tomar banho porque a água era muito quente, não dava pra regular, o que complicou pra dar banho no Lucas como normalmente dou quando vamos na piscina. Ah, as piscinas são aquecidas a 26 graus, então estava bem quentinha a água. O complexo é todo coberto, mas sentimos frio ao sair da piscina. Esse é um problema recorrente aqui nas piscinas cobertas nessa época de outono/primavera: ainda não é tão frio pra eles ligarem o sistema de aquecimento, mas ao mesmo tempo já está fresco o suficiente pra qualquer corrente de ar que entra de fora tornar o ambiente frio pra quem está molhado. Mas não foi nada do outro mundo e depois de nos enxugarmos com a toalha ficou ok.
Na parte de cima das piscinas tem um bar com cafés, sanduíches, doces e batata frita (deve ter mais coisa, mas eu não pesquisei mais a fundo). Como todo restaurante/café aqui na Austrália era bem child friendly e tinham bastantes cadeirões altos pras crianças.

No site deles constam ainda várias atrações legais pras crianças como aulas de trapézio, de circo, de natação, além da possibilidade de fazer festa de aniversário lá:

 
 


 
Em resumo minha avaliação foi: o lugar é ótimo, o preço é bom, mas eu vou esperar o Lucas crescer mais um pouco para voltar lá. Por enquanto a piscina que tem no clube perto da nossa casa tem atracões suficientes pra idade do Lucas.

sábado, 23 de abril de 2016

Piscinas em Sydney

Se tem uma coisa que eu nunca fui muito fã quando morava no Brasil eram piscinas. Tinha um nojo absurdo daquela água parada e um monte de gente dentro, fazendo xixi, criança melequenta, etc. No máximo eu ia na piscina do condomínio de alguém vez em nunca. Já fiz muitos anos de natação e tal, mas piscina pra lazer nunca foi a minha praia (aliás prefiro mil vezes praia a piscina).

Quando chegamos em Sydney, descobrimos as piscinas na beira da praia, de água salgada, muitas gratuitas como a de Bronte, Dee Why, muitas pagas como a de Bondi, além das várias piscinas de água doce espalhadas pela cidade como a de North Sydney. Tem vários sites com listas das melhores piscinas ao ar livre, como esse aqui.

Iceberg pool em Bondi
 
Bronte
 
Dee Why
 
North Sydney 

Nós nunca frequentemos nenhuma porque: 1) eu odeio água fria; 2) eu odeio piscina. haha Então num dia quente nossa opção era sempre ir pra praia. E num dia frio/chuvoso, bom, aí quem diabos vai querer ir pra piscina?
Quando o Lucas nasceu, comecei a pagar minha língua em vários sentidos. Quando ele fez 6 meses resolvemos colocar ele na aula de natação, em pleno inverno, então claro que tinha que ser numa piscina aquecida e coberta. Acabamos optando pelo clube que tem perto lá de casa, e que vou falar mais a frente. A aula de natação durou por alguns meses, mas o Lucas perdeu muita aula porque passou 4 meses emendando uma doença na outra (por causa da creche, não da piscina). Aí chegou o verão, o Lucas fazendo 1 ano e já andando e eu comecei a ter um grande problema em dias quentes: o sol daqui é escaldante, o alerta de raios UV nos meses do verão vai de 9 da manhã as 6 da tarde! Ou seja, só sobram 2 horas de manhã e 1 de tarde pra estar exposto ao sol menos forte. Como ir pra praia com um sol de rachar e uma criança pequena que já anda e não pára quieta na sombra? Impossível! Também não dava pra ficar em casa no calor então as piscinas eram a minha salvação. Só que não me adianta uma piscina ao ar livre, porque o sol vai seguir sendo um problema. Aí quem veio como salvação suprema foi a piscina do clube do nosso bairro – o SutherlandLeisure Centre.

Eu já era sócia desse clube há tempos porque a academia deles é a mais barata e completa que achei (custa $85 por mês e dá direito a usar os equipamentos, frequentar as aulas e as piscinas). No quesito piscinas eles tem uma olímpica na área descoberta e uma enorme na parte coberta, que engloba uma parte com raias e outra parte mais rasa para as crianças, além de uma terceira piscina bem rasinha (0.3 metros de profundidade) pros mais miúdos. Vê se não são o máximo as piscinas:


 
No auge do verão eu batia ponto lá com o Lucas pelo menos 1 vez por semana nos dias em que eu não trabalho, e mais uma vez no fim de semana com o Thiago. O Lucas ama ficar andando nas piscinas rasas, pulando da borda, indo nos brinquedos (tem vários cogumelos com jato d’água dos mais variados tipos).
Eles ainda tem uma baita estrutura para as famílias, com enormes banheiros e vestiários, chuveiro com água quente e fria, banheiros pra família (tipo um banheiro grande com vaso, pia, chuveiro e trocador de bb onde os pais podem entrar junto com os filhos), um café com lanches e bebidas e um gramado na parte externa que tem até patinhos andando (esses já foram muito perseguidos pelo Lucas. rs).
Com isso tudo claro que fica um ambiente super familiar e nos fins de semana vive cheio. Como a maioria dos clube (ou leisure centre como são chamados aqui), vc pode pegar a mensalidade ou o dia. Ficamos tão fã de piscina que passamos a querer nos aventurar por outras e visitamos semana passada o Aquatic Centre do Olympic Park (próximo post).

Se vc quiser saber as piscinas mais próximas da sua casa, é só procurar no site do council do seu bairro, ou então numa pesquisa no Google mesmo. Esse site aqui tem uma lista com as melhores piscinas cobertas.
Nessa altura vcs devem estar se perguntando: cadê o meu nojo mortal de piscina? Ah, esse foi embora junto com toda a nojeira que vem junto com ter filhos. :)

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Dia de limpeza e organização do blog!


Hoje foi dia de limpeza e organização, como todo bom brasileiro com TOC gosta!

Quem me conhece sabe que tenho TOC sou maníaca por organização. Arrumo qualquer desculpa pra montar uma lista, uma planilha – desde que aprendi a mexer no Excel há alguns muitos anos, minha mania de organização adquiriu contornos profissionais. haha

Pra vcs terem ideia do tamanho da loucura: vamos viajar em Setembro pro Brasil + Europa (uhu!) e eu já tenho uma planilha imensa com 5 abas de planejamento pra viagem: o que levar, o que comprar pra viagem, locais para visitar, como entreter o Lucas em 65 horas (total) de voo + 5 horas de trem (pânico!). Fora minha planilha de orçamento mensal/anual (com direito a análise de gastos, projeção anual, etc), minha planilha de cardápio mensal (com direito a lista de receitas com link), minha lista de atividades com crianças (carta na manga pra dias de chuva e tédio do Lucas), enfim, já deu pra ter uma ideia do meu nível de loucura organização.

Pois bem, hoje me deu uma louca e resolvi organizar o blog! Quando começamos a escrever, há quase 6 anos atrás (como o tempo voa!) não tínhamos pretensão alguma do que seria o blog. Os posts estavam sem nenhuma organização, sem tags, o Thiago escrevia sem fazer revisão de texto (pecado mortal pro meu TOC!), enfim, tava uma zorra o blog era bem despretensioso. Só que passaram os anos e seguimos aqui, o blog cada vez tem mais leitores e recebo muitos emails com dúvidas, pedidos de ajuda, e comecei a perceber que tava faltando uma certa organização nos posts.

Não vou dizer que eu corrigi tudo que me incomodava, como os erros de português dos posts do Thiago (haha), porque meu tempo livre é escasso e não há TOC que faça meu dia ganhar horas extras então tenho que abrir mão de algumas obsessões (*suspiro*). Mas coloquei tag básica em todos os posts (já são quase 180!) e agora na lateral direita do blog vc poderá encontrar os posts separados por assuntos assim catalogados:

1) filosofando: o nome é auto explicativo, né? Estão aí nossos questionamentos iniciais (imigrar ou não imigrar, eis a questão), nossas avaliações da mudança, nossas retrospectivas depois de alguns anos na Austrália;
 
2) processo de imigração: engloba todo o passo a passo que o Thiago explicou no início do blog e alguns outros desdobramentos ao longo dos anos;
 
3) a grande mudança: o nome também já diz tudo, estão aí nossos preparativos e a concretização dessa reviravolta de vida;

4) curiosidades da Austrália: tudo que achamos curiosos em termos de cultura ao longo dos anos;

5) apartamento: temos pós graduação nesse assunto, afinal, já estamos no quinto apartamento na Austrália!

6) restaurantes: engloba também bares e nossas aventuras gastronómicas em Sydney; 

7) utilidade pública: nessa tag vc vai encontrar serviços, públicos ou não, para tornar sua vida mais fácil em Sydney, além de informações de utilidade pública em geral; 

8) trabalho: nossa trajetória profissional em down under + o que eu já fiz aqui de trabalho voluntário;

9) advocacia: como eu já escrevi muito sobre a advocacia aqui, como validar diploma de Direito, etc, e recebo muitos emails de advogados com dúvidas, achei que valia uma tag específica;

10) saúde: todas as nossas experiências com a saúde pública e privada na Austrália;

11) passeios: nossas andanças por Sydney;

12) turistando: essa tag se confunde um pouco com a anterior, mas aqui eu foco mais nos posts com foto de pontos turísticos, assim como nas nossas viagens ao longo dos anos;

13) crianças: claro que não podia faltar a tag pós nascimento do nosso canguruzinho, né. Um novo mundo se abriu pra gente, e com ele muitos passeios focados nos pequenos;

14) aviso aos leitores: meus momentos de desabafo;

15) diversos: tudo que eu não consegui catalogar. haha


É isso, espero que gostem! Se tiverem alguma sugestão de tags, posts, ou qualquer outra sugestão para o blog, a caixa de comentários está aberta a todos!  

Lembro a todos que se quiserem entrar em contato conosco é só clicar no nosso nome que fica na lateral direita do blog e dali clicar no link “email” pra abrir nosso email.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Como fazer o registro civil na Austrália – parte II


Continuando o post anterior, o Lucas já estava todo regularizado em termos de registro civil como australiano, agora faltava o registro civil dele como brasileiro.

O primeiro passo é o Consulado do Brasil em Sydney, que tem todo o passo a passo com a documentação exigida. Não vou repetir tudo aqui caso os trâmites mudem mais a frente e esse post fique desatualizado, mas vou dizer como eu fiz.

Preenchi o “Formulário de Registro de Nascimento”, separei os documentos exigidos e mandei tudo por email para o Consulado. Eles respondem dizendo que receberam e marcando uma data pra retirada da certidão de nascimento, que é gratuita por lei. Com essa data em mãos, já agendei pra dar entrada no passaporte do Lucas no mesmo dia pra aproveitar a ida (no mesmo site do Consulado tem o passo a passo pro passaporte).

Parêntesis: muita gente aqui opta por não registrar a criança como brasileira, só como australiana, e pedir um visto pra criança toda vez que for no Brasil. Eu acho um saco e fora que tem a questão que eu já comentei no post anterior de que vc nunca sabe o dia de amanhã. O único senão de registrar a criança é que com o registro vc tem que obrigatoriamente tirar o passaporte brasileiro, e pra crianças menores de 1 ano a validade é de 1 ano, prazo esse que vai aumentando conforme tabela abaixo:


Detalhe: o passaporte australiano para crianças tem validade de 5 anos e vc ainda tem a opção de atualizar a foto da criança no passaporte depois de 1 ano sem custo algum. Já o brasileiro vc tem que todo ano pagar de novo e tirar novo passaporte. *suspiro*

Continuando: correu tudo bem na retirada da certidão de nascimento e do passaporte do Lucas, sendo que esse último ficou pronto em 48 horas. Daí vcs devem estar se perguntando: onde está então o calvário pra fazer o registro de nascimento no Brasil? Aí que vem a pegadinha: o registro no Consulado é apenas temporário e vc tem que fazer a transcrição num cartório no Brasil. Quando peguei a certidão no Consulado me informaram que essa transcrição no Brasil tinha que ser feita em 180 dias. Ferrou, eu pensei, e pra quem não vai pro Brasil nesse prazo? Depois eu descobri que esse prazo só começa a contar da data que vc chega no Brasil. Tá, mas chega provisoriamente (de férias) ou permanentemente (caso se mude de volta pra lá)? Isso não fica claro, mas no meu entendimento é só quando se mudar permanentemente. De todo modo eu acho recomendável fazer logo na próxima vez que for no Brasil.

Pois bem, alguns meses depois fomos no Brasil a passeio e separei toda a documentação pra fazer a maldita transcrição da certidão. No Consulado tinham me dito que essa transcrição deve ser feita no 1º Ofício da sua cidade, no nosso caso o Rio de Janeiro. Separei todos os documentos meus e do Thiago, levei a certidão original que o Consulado tinha me dado e fui no 1º Ofício de Notas no Centro do Rio. Chegando lá me dizem: “não é aqui não, deve ser no 1º Ofício de Registro de Títulos e Documentos”. Fui nesse outro, e mais uma vez disseram “não é aqui não”, e ainda me olharam com uma cara de espanto como se eu estivesse pedindo pra fazer algo de outro mundo. Tá, eu pergunto, e onde diabos é então? Não sei, ninguém sabe ninguém viu. Com muita má vontade me dão um telefone pra ligar e pedir informação. Ligo e a atendente diz que eu tenho que ir no fórum num local tal pra pegar a informação (?!). Eu respondo: “vc tá louca? Me diz só qual o cartório e pronto”. Aí ela responde que não sabe. Respiro fundo. Alguém do cartório que eu estava sugere que deve ser a 1ª Circunscrição Registro Civil e Tabelionato do RJ, que fica onde? Na Ilha do Governador, ou seja, na pqp! Respiro mais fundo. Penso: “não é possível, vou desistir de fazer essa bosta” e internamente xingo meio mundo. Não me lembro nem como ou quem finalmente me deu um endereço no centro da cidade: Rua da Assembléia, 10 / sala 1509. Parece que a tal da 1ª Circunscrição Registro Civil (que fica na Ilha) tem um posto de atendimento no Centro do Rio. Ufa! Fui lá, esperei uma boa meia hora na fila e quando fui atendida me passaram uma lista de documentos que precisava e eu tinha todos em mãos, mas faltava o comprovante de residência. Daí seguiu-se o seguinte diálogo:

- A sra. precisa apresentar comprovante de residência.

- Mas eu não moro mais no Brasil.

- Então a sra. tem que pedir pra alguém assinar uma declaração dizendo que a senhora mora na casa dessa pessoa e trazer uma conta de luz/gás dessa pessoa.

- Mas essa declaração seria falsa, pois eu não moro mais no Brasil!

- Não importa, faz assim mesmo. Olha, se a sra. não fizer só vai poder dar entrada nesse pedido de transcrição lá em Brasília.

- Oi?

- Ah, e a senhora tem que pagar a taxa também de R$382,46 e nós só aceitamos dinheiro.

- Cuma? Mas o registro de nascimento é gratuito por lei!

- Sim, o registro é gratuito, mas a TRANSCRIÇÃO do registro não.

Respiro fundo e mentalizo coisas boas pra afastar a vontade de bater no atendente do cartório. Saio de lá resignada, e agendo outro dia da minha agenda pra pegar a assinatura da minha sogra na maldita comprovação de residência, ir com ela num cartório pra reconhecer firma, saco essa grana em dinheiro vivo e carrego na calcinha bolsa em pleno Centro do Rio pra poder dar entrada na maldita transcrição num outro dia útil das minhas férias. Ah, detalhe: o Thiago ainda não tinha chegado no Rio, ou seja, eu estava sozinha com o Lucas e tinha que organizar parentes pra ficar com ele porque afinal o Centro do Rio é perigoso demais pra se ficar “passeando” com um bebe de colo.

Com tudo em mãos, volto ao cartório e dou entrada na maldita transcrição que demora quase 1 mês pra ficar pronta, então não daria tempo de eu mesma pegar. Por sorte eles aceitam que outra pessoa pegue mediante a apresentação de um papel que me deram quando dei entrada.

Conversando com outras mães eu descobri que cada cidade no Brasil tem um procedimento diferente e um valor diferente. Algumas mães fizeram até de graça em suas cidades natal! Então caso vc não seja do Rio melhor entrar em contato com o cartório responsável na sua cidade e se informar do procedimento e valores. Agora, se vc for do Rio, prepare-se pra morrer numa grana como eu.

Segue abaixo os documentos solicitados no Rio, sendo que o modelo do “requerimento de transcrição” e da “declaração de residência” vc pode baixar no site do cartório.